"Um brasileiro ilustre que deixa uma lacuna intransponível na música", afirmou ontem o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), na direção da sessão especial em homenagem ao maestro Silvio Barbato, uma das vítimas do acidente com o voo 447 da Air France em 31 de maio.

Barbato foi regente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e diretor-artístico do Teatro Nacional Cláudio Santoro, de Brasília. Silviane Barbato, irmã do maestro, compareceu à sessão, que contou ainda com a presença do núncio apostólico, dom Lourenço Baldisseri.

Autor do requerimento de homenagem, Adelmir Santana (DEM-DF), também presidente regional do Sesc, comprometeu-se a dar continuidade ao Projeto Sesc Sinfonia, que era executado em parceira com o maestro. Cristovam Buarque (PDT-DF) propôs a criação de um programa pelo Ministério da Cultura para incentivar a música erudita e os que a praticam no Brasil.

Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) disse esperar que todos tenham em Barbato "uma grande referência de um homem que dedicou a sua vida a alegrar os corações, a perpassar a nossa vida com o som maravilhoso que ele conseguia extrair de sua orquestra".