Apesar de os atos destinados à contratação de servidores em cargos de
função de confiança no Senado terem sido secretos, seus efeitos – no
caso os pagamentos – eram públicos e provavelmente estavam registrados
em folha. Segundo o presidente nacional da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB), Cezar Britto, é importante investigar os motivos de esses
pagamentos terem passado despercebidos pelo Tribunal de Contas da União
(TCU).
“O TCU não fiscaliza apenas o Executivo. Cabe a ele
fiscalizar também o Legislativo, poder ao qual é subordinado. Os atos
de contratação eram secretos, mas seus efeitos eram públicos. Alguém
recebia o dinheiro, trabalhando ou não”, disse hoje (26) à Agência Brasil.
Segundo
Britto, esses pagamentos certamente estavam registrados em folha, mas
não foram percebidos. “O TCU deveria ter investigado os motivos de
esses pagamentos serem feitos sem que houvesse atos para
justificá-los”, argumenta.
Para o advogado, o TCU precisa, a
partir da atual crise do Senado, estimular seus setores de auditoria a
adotar programas para identificar pagamentos sem prévia autorização.
“É
preciso que o tribunal desenvolva trabalhos preventivos. A hora é de
averiguar o presente e se precaver de atos dessa espécie no futuro”,
propõe.
TCU deveria ter investigado pagamentos de contratados por atos secretos, diz Cezar Britto
26/06/2009, 16:12 - Brasil/Mundo
Por gilcacinara
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