O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, mandou nesta segunda-feira (15) que seja feita uma investigação do resultado das eleições presidenciais da última sexta-feira, depois que a oposição reclamou de suposta fraude.

O presidente conservador Mahmoud Ahmadinejad conseguiu uma vitória expressiva, posta em dúvida pelo segundo colocado, o moderado Mir Houssein Moussavi.

As acusações de fraude da oposição levaram a violentos confrontos de rua durante o fim de semana.

A TV estatal informou que o aiatolá pediu ao Conselho de Guardiões que investigue as acusações. Moussavi escreveu uma carta ao conselho pedindo a investigação. O candidato derrotado também encontrou-se com Khamenei no domingo. Ainda não está claro como será feita a investigação e quanto tempo ela irá durar.

O resultado da eleição precisa ser confirmado pelo conselho, que tem 12 clérigos muçulmanos como integrantes.

No sábado, Khamenei pediu à nação que se unisse por Ahmadinejad e qualificou o resultado como uma "mensagem divina".

Ocidente

A comissária europeia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, expressou nesta segunda sua "preocupação" com a situação de violência e confiou em que as autoridades averiguem as acusações de irregularidades no pleito.

O alto comissário de Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Javier Solana, mostrou sua "preocupação" com a atual situação de instabilidade, ao mesmo tempo que enviou uma mensagem ao novo governo para pedir a ele que eleve seu compromisso com a Europa, especialmente no tema nuclear.