O Irã é um protagonista na economia de sua região, e é visto como uma ameaça à segurança nacional de Israel. Também representa uma preocupação para os EUA e seus aliados, que temem que o Irã construa armas nucleares. Os simpatizantes do candidato reformista Hossein Mousavi alegam que o resultado das eleições foi produto de fraude.
Os EUA se negaram a aceitar a declaração de vitória de Ahmadinejad, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, quer que o resultado reflita "a genuína vontade" dos iranianos.
O chanceler do Canadá, Lawrence Cannon, disse que seu país está "profundamente preocupado" com as denúncias de irregularidades nas eleições e de intimidação do principal oponente de Ahmadinejad. Cannon pediu às autoridades iranianas que façam uma recontagem justa e transparente de todos os votos.
Em Jerusalém, o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, afirmou em um comunicado: "O problema que o Irã lança na comunidade internacional não é de natureza pessoal, mas deriva de suas políticas". Segundo ele, dada a continuidade das políticas iranianas e do regime de Ahmadinejad, "a comunidade internacional deve continuar atuando de maneira firme para impedir que o Irã se torne um país nuclear e deter seu apoio a organizações terroristas".
Em Londres, cerca de 200 pessoas se reuniram em frente à embaixada do Irã para protestar. Muitos carregavam cartazes com a frase: "Onde está meu voto?".
- Nossa prioridade é que o Irã se comprometa com as preocupações da comunidade internacional, sobretudo quanto à proliferação de armas nucleares - disse o ministro britânico do Exterior, David Miliband.
A maioria dos países adotou uma postura mais cautelosa, incluindo China, Alemanha, Itália e Japão, nações que têm vínculos estreitos com o Irã. A França informou que estava analisando de perto a situação.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apressou-se a respaldar Ahmadinejad:
- O presidente Mahmud Ahmadinejad é um dos melhores aliados deste mundo.
O presidente dos EUA, Barack Obama, ofereceu falar com o Irã depois de quase 30 anos sem contatos diplomáticos oficiais. O Irã insiste em que seu programa nuclear tem fins pacíficos e está destinado somente à geração de energia elétrica, enquanto os EUA sustentam que o enriquecimento de urânio tem como objetivo a construção de ogivas atômicas.