Segundo informações divulgadas pelos comandos da Marinha e Aeronáutica durante entrevista coletiva no Recife neste domingo, não existe dúvida de que o material recolhido no mar seja dos destroços do Airbus que favia o voo 447.
O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes na noite do último dia 31. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha. De acordo com investigadores franceses, em um intervalo de quatro minutos, o avião emitiu 24 mensagens automáticas com sinais de anomalias no voo, das quais 14 entre 23h10 e 23h11.
Localização dos corpos
No sábado (6), além dos dois corpos achados pela manhã, foram
encontrados uma parte da asa e assentos do Airbus da Air France.
Também foram resgatados no mar pela manhã uma mochila, uma pasta
e uma poltrona azul semelhante às do avião da Air
France. Segundo a Aeronáutica, a área de buscas já soma mais de
200 mil km quadrados (pouco maior que a do estado do Paraná) e
será ampliada a cada nova evidência.
Entre 5h e 6h da manhã de sábado (6), o radar do
avião R-99 identificou uma série de pontos a 849 quilômetros de
Fernando de Noronha, distante 69,5 quilômetros a noroeste do
local onde o Airbus que fazia o voo 447 relatou pane elétrica.
Um Hércules C-130 foi para o local e confirmou visualmente que
havia objetos na água. Às 8h14, a Corveta Caboclo recolheu no
local uma poltrona azul e logo depois encontrou dois corpos,
além de vários componentes do Airbus. Esses corpos foram
transferidos para a Fragata Constituição.
Às 11h39, o R-99 da Força Aérea Brasileira decolou
de Fernando de Noronha para continuar a varredura eletrônica e
captou, durante a tarde, diversos objetos a oeste da área de
onde os corpos foram retirados. As aeronaves de busca visual
decolaram em seguida para vasculhar esses pontos. Por volta das
16h um C-130 da FAB localizou outros pontos com possíveis
destroços.
A Corveta Caboclo e o Navio-Patrulha Grajaú
continuaram a retirar material do mar durante a noite. Segundo
os comandos da Marinha e da Aeronáutica, os aviões seguiram o
mesmo planejamento adotado nos dias anteriores, priorizando as
ações de busca e depois o resgate de destroços.
Segundo os comandos das duas corporações, Fernando
de Noronha será apenas uma escala logística para possibilitar o
transporte aéreo dos corpos para o Recife. A identificação será
conduzida pelo IML-Recife (PE).