O pedido de afastamento do Paulão se deve ao parlamentar ter sido indiciado na Operação Taturana por ter contraído empréstimo com o aval da Mesa Diretora. Já os juízes e desembargadores vivem talvez o momento de mais turbulência da história, com denuncias e acusações de irregularidades, pagamentos e gratificações ilegais.
Segundo o deputado, o fato dos parlamentares afastados terem entrado com o parecer, é importante, pois demonstra que eles estão preocupados com os discursos que vem proferindo durante as sessões da ALE. “Eles dizem que minha situação é igual à deles. Mas, a justiça pode ver meu patrimônio. Eu trabalho com relação popular e a classe trabalhadora. Sempre defendi o meu mandato contra as mazelas do poder legislativo. Continuo incomodando”, disse.
Paulão explicou que apenas o MP tem a prerrogativa de pedir afastamento. E que o episodio também tem haver com as eleições de 2010. “Não tenho histórico de violência. Sou um homem de paz. Isso acontece porque nas pesquisas metropolitanas para as eleições, apareço em segundo lugar para deputado federal”, rebateu o líder da oposição na ALE, acrescentando que o desespero está tomando conta dos afastados já que não serão reintegrados.
Judiciário
De acordo com o deputado o a situação que o judiciário vive atualmente é igual a que aconteceu na Operação Taturana. Ele ainda explicou que os magistrados na época da operação não respeitaram a resposta de amplo direito. “Estavam procurando julgar como um tribunal de inquisição. Não estamos na Idade Média. Algumas dessas autoridades que fizeram apologia”, comentou.
O líder da oposição afirmou que é o Estado Democrático de Direito, a ampla defesa, não foi respeitada durante as investigações da Taturana e agora os magistrados brigam para tê-la. “Serve de lição. Eles pensam que quando se pra outro serve, pra eles não servem. As mascaras estão caindo”, concluiu.