A chuva que ainda castiga o Nordeste do país já deixa uma em cada seis cidades da região
O Estado mais prejudicado pelo mau tempo é o Maranhão, onde a chuva não diminui. A Defesa Civil ainda se preocupa em atender as necessidades básicas dos atingidos, como segurança e alimentação.
Nos demais Estados, as inundações diminuíram e a destruição começa a ser contabilizada. Já há planos de reconstrução em curso.
Na divisa entre o Ceará e o Piauí, onde o vilarejo de Retiro, na zona rural de Chaval, teve 50 casas de pau-a-pique "dissolvidas" pelas enchentes há cerca de um mês, as pessoas ainda aguardam uma nova moradia.
"Só ficou o esqueleto de madeira. O rio levou tudo, dissolveu o barro das casas. As pessoas agora estão
Segundo ela, havia mais de 30 crianças entre os desabrigados. "As pessoas chegaram na escola só com a roupa do corpo e estão se virando até hoje com doações", diz.
De acordo com os gestores das campanhas de arrecadação do Maranhão, Piauí e Ceará -os mais atingidos-, ainda não há doações significativas.
Na conta aberta pela Defesa Civil do Maranhão no início do mês, haviam sido depositados até sexta-feira apenas R$ 60 mil. No Ceará, às três contas da campanha Força Solidária só tinham chegado R$ 34,5 mil em doações.
Já foram destinados pelo governo federal, por meio de medida provisória, R$ 880 milhões para socorrer a região. Do valor, R$ 670 milhões serão destinados à recuperação de moradias e infraestrutura e outros R$ 60 milhões pagarão material para atendimento imediato das vítimas, como cestas básicas e kits com colchões e roupa de cama.
Os outros R$ 150 milhões só poderão ser aplicados mais tarde, em obras preventivas que deverão ser projetadas pelos governos estaduais, de acordo com o Ministério da Integração Nacional.
Parte da região Norte também enfrenta problemas com o excesso de chuvas. São quase 70 mil pessoas fora de casa nos Estados do Pará e do Amazonas. Nos dois Estados, há mais de 475 mil pessoas atingidas direta ou indiretamente pelas cheias dos rios na Amazônia. Alguns deles, como o rio Tapajós, no Pará, registraram um nível recorde, de mais de nove metros.