A 1ª Câmara Criminal Isolada da Justiça do Pará decidiu nesta
terça-feira (7) anular o júri de dois acusados pela morte da
missionária Dorothy Stang, assassinada a tiros em uma estrada vicinal
de Anapu (PA) em 2005.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Pará, o pedido foi feito pelo Ministério Público contra a absolvição do fazendeiro Vitalmiro Moura, o Bida,
acusado de ser mandante do crime, em maio de 2008. A Câmara também
determinou nova prisão até que ele vá a julgamento novamente.
Antes
do júri que o absolveu, Vitalmiro Bastos de Moura havia sido condenado
a 30 anos de prisão. A Câmara entendeu que o segundo júri foi
influenciado por um vídeo considerado ilegal, no qual outro acusado pelo assassinato, Amair Feijoli da Cunha, o Tato, o inocenta.
Rayfran
das Neves, o Fogoió, apontado como o executor do assassinato, também
teve o júri anulado e deverá ser julgado novamente. Ele foi condenado a
27 anos de prisão no primeiro julgamento e teve a pena aumentada para
28 anos, no segundo. A Câmara entendeu que ficou comprovado que houve
promessa de pagamento de recompensa em troca do assassinato, mas o fato
não foi levado em conta pelo júri na segunda condenação, o que
aumentaria sua pena.
Outro acusado de ser mandante, Regivaldo
Pereira Galvão, conhecido como Taradão, aguarda julgamento em liberdade
desde fevereiro deste ano, por decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região.
Ele é o único acusado que ainda não foi julgado no caso. Seu processo
foi desaforado para Belém, e ele deve ir a júri ainda este ano.
Justiça anula absolvição de acusado de mandar matar Dorothy Stang e determina prisão
07/04/2009, 13:59 - Brasil/Mundo
Por redação
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