Um brasileiro foi uma das 14 pessoas que morreram após disparos feitos por um homem dentro de um prédio da American Civic Association, na cidade Binghampton, no estado de Nova York (EUA), nesta sexta-feira (3).

O professor Almir Olimpio Alves, de 43 anos, estudava dentro do centro que auxilia imigrantes e refugiados a se integrarem à sociedade local, segundo a mulher dele, Márcia Pereira Lins Alves, de 36 anos, disse para o site pe360graus.

A polícia de Binghampton, que confirmou que o brasileiro foi uma das vítimas e que ele estava estudando no local. Uma hora após conversar com a reportagem, a polícia divulgou a lista dos mortos, que há vítimas chinesas, iraquiana, americanas e haitianas.



Almir Olímpio Alves trabalhava como professor do departamento de Matemática da Universidade de Pernambuco (UPE), em Nazaré da Mata, na Zona da Mata do Estado. Ele estava nos Estados Unidos desde setembro de 2008 e, segundo ela, voltaria ao Brasil em julho deste ano.

A polícia contou ainda que o homem, Jiverly Wong, de 41 anos, que atirou era um vietnamita que morava em Johnson City (também em Nova York) e que o provável motivo pelo crime foi o fato de ter perdido o emprego e de ter dificuldade em aprender a língua inglesa. Ele entrou no prédio com duas armas, segundo o relato de uma das recepcionistas que fingiu ter morrido para conseguir ligar para a polícia.

Após atirar nas pessoas que estavam no prédio e fazer alguns reféns, ele se matou, segundo a polícia.

"Podemos dizer com certeza que ninguém mais levou um tiro após a chegada da polícia", afirmou o promotor Gerald F. Mollen, neste domingo (5). Uma equipe da Swat entrou no prédio 43 minutos após a primeira ligação para o 911 (o 190 americano), disse a polícia.

Os policiais não souberam dizer se havia um alvo em particular que Wong queria atingir.