Estudantes realizaram protestos nesta quarta-feira pedindo a renúncia da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), a quem acusam de envolvimento com corrupção.

As manifestações aconteceram em Santa Maria e Pelotas, duas das principais cidades do interior gaúcho, e reuniram ao todo entre 350 e 1.200 pessoas --conforme o cálculo da Brigada Militar e dos próprios organizadores, respectivamente.

Aos gritos de "Fora, Yeda", e com os rostos pintados, os estudantes foram apoiados por sindicalistas nas manifestações.

As manifestações fazem parte da campanha "A volta dos Caras-Pintadas - Ella não pode continuar", deflagrada pelos diretórios centrais de estudantes de universidades federais do RS e por grêmios estudantis.

Em Santa Maria (286 km de Porto Alegre), os estudantes entregaram uma carta à Justiça Federal em que pediam celeridade e rigor na punição aos réus da ação penal sobre a fraude do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) gaúcho.

O processo penal, que corre em Santa Maria, é decorrência da Operação Rodin, deflagrada pela Polícia Federal, que prendeu 13 pessoas suspeitas de participar do desvio de R$ 44 milhões da autarquia --entre os acusados está Lair Ferst, ex-coordenador da campanha de Yeda ao governo.

Em Pelotas (243 km de Porto Alegre), os manifestantes fizeram uma marcha pelas ruas do centro da cidade.

"A corrupção gerou uma crise sem precedentes no Rio Grande do Sul e o nosso objetivo é que ela deixe o governo", disse a estudante de medicina Naiana Faria, 24, do Diretório Central de Estudantes da Universidade Federal de Pelotas.

Representantes do DCE da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) anunciaram a realização de um protesto amanhã em Porto Alegre, feriado municipal por causa do aniversário de 237 anos da capital.