Leonardo Dias

Greve “Geral”: A luta para que o “tio do picolé” pague a aposentadoria do bancário

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O trabalhador brasileiro teve que acordar mais cedo para conseguir chegar ao seu emprego. Muitos, no entanto, não conseguiram evitar os transtornos. Encontraram em seu caminho barricadas com pneus em chamas e uma dúzia de pessoas vestindo o tradicional “vermelho comunista”.

A chamada do dia era para uma “Greve Geral”, mas acabou limitada aos mesmos sindicatos de sempre.

A principal bandeira: Contra a Reforma da Previdência.

O direito à livre manifestação é garantido pela nossa Constituição, sendo vedados o anonimato e o cerceamento ao direito de ir e vir. Se os sindicalistas querem lutar legitimamente pelos seus direitos, deveriam começar respeitando o direito dos outros.

“Farinha pouca, meu pirão primeiro”, já dizia o ditado popular. Pois bem, esse é o espírito daqueles que são contra a Reforma da Previdência.

A proposta apresentada pelo Governo reduz a contribuição ao INSS de todos os trabalhadores que ganham até um salário mínimo para 7,5%. É mais dinheiro na mão de quem mais precisa. Para estes trabalhadores, o subsídio previdenciário, ou seja, a diferença entre o que o Estado vai pagar durante a aposentadoria e o que o trabalhador pagou durante a sua contribuição, aumentará de R$ 152.950,00 para R$ 153.887,00.

Em contrapartida, se pegarmos um funcionário público com renda de vinte e cinco salários mínimos, o Estado deixará de subsidiar R$ 4.480.607,00 e passará a subsidiar “apenas” R$ 1.569.260,00.

A economia prevista na Reforma da Previdência se dará, justamente, sobre o subsídio que o Estado pagaria aos que passam a vida inteira recebendo altíssimos salários. Estes, se quiserem, que paguem uma previdência privada e complementem sua renda ao fim da vida.

O Estado deve proteger os mais pobres e é isso que a Nova Previdência fará.

Duvida que a luta é por privilégios? Pergunte ao sindicato da educação se eles concordam em se aposentar com a mesma idade de um pedreiro, de um encanador ou do “tio do picolé”? Pergunte ao sindicato dos bancários se eles concordam que a o Estado deixe de subsidiar suas boas aposentadorias e transfira esses recursos para quem ganha até um salário mínimo?

Essa é a luta por trás da fumaça dos pneus que queimam. De que lado você está?

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A LavaJato e a dupla moral da esquerda

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Euforia nos sindicatos. Histeria nas redações da extrema-imprensa. Migalhas de supostas conversas "criminosas" entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol acabam de ser publicadas por um site, até então desconhecido pela grande maioria dos brasileiros.

O mundo jurídico em polvorosa.

Não demora muito e a OAB emite uma Nota onde expressa a sua "perplexidade" e pede o afastamento de Sérgio Moro do Ministério da Justiça. Segundo a Instituição, as conversas publicadas entre os dois, ameaçariam "caros alicerces do Estado Democrático de Direito".

Imediatamente me veio à memoria uma interceptação LEGAL, em que Aécio Neves pedia a Gilmar Mendes uma ajuda, para que o Congresso barrasse um projeto que combatia a Corrupção. Procurei uma nota da OAB a respeito. Não achei.

Da mesma forma, procurei alguma Nota da Instituição referente a uma foto em que Kakay, advogado de defesa de 17 réus da Lava Jato, aparece trajando bermuda nos corredores do STF. Nada.

A única nota encontrada foi a do próprio advogado, onde afirma “(..)eu não entrei em nenhum gabinete e nem despachei com nenhum ministro da corte naquele dia”. (grifo meu)

Vejam o que diz a Lei 8.906/94:

Art. 7º São direitos do advogado:

(...)

VIII - dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada;”

Se o próprio Estatuto dos Advogados estabelece que o acesso aos juízes pode se dar de forma livre, porque a repulsa quando este acesso é exercido por promotores?

Imaginemos que um “hacker” coloque uma câmera em um gabinete de algum magistrado e publique uma conversa privada com um advogado. Ou quem sabe publique uma conversa obtida ilegalmente no Telegram. Que tipo de Nota a OAB publicaria? Afastando o advogado, de forma sumária, sem qualquer tipo de investigação?

O site responsável pelas publicações das supostas conversas, o “The Intercept”, pertence a Glenn Greenwald, que vem a ser companheiro de Davi Miranda, deputado do PSOL que assumiu a vaga deixada por Jean Wyllys. Coincidência?

A extrema-imprensa repercute incansavelmente os supostos diálogos, desconsiderando a origem criminosa das informações e negligenciando o fato de que, quem é capaz de invadir celulares de autoridades, obviamente, é capaz de alterar também o seu conteúdo. Não há, até este momento, um áudio, um vídeo ou mesmo um mísero “print”! Nadica de nada!

Até que se prove o contrário, o único criminoso dessa história é quem roubou as informações - e o Lula, claro, que já foi julgado e condenado não apenas por Sérgio Moro, mas também pelo TRF-4 e pelo STJ, ambos por unanimidade.

Os mesmos que acusaram Moro de usar grampos “ilegais”, agora usam “grampos” ILEGAIS para novamente acusá-lo de ter agido de forma “ilegal”. Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é.

Agora, um fato curioso: No dia 6 de maio, um hacker chamado Tal Prihar, foi preso em Brasília, em uma casa que já pertenceu a ninguém menos que José Dirceu. Mais uma coincidência?

É fundamental que a Polícia Federal identifique quem foi o autor desse ataque e quem o contratou. Se de fato existir alguma veracidade nas informações e seu conteúdo possa ser considerado criminoso, que os envolvidos também sejam investigados e julgados.

Como diz o Ministro Barroso, o que existe de concreto é uma “euforia que tomou os corruptos e seus parceiros”. Nada mais do que especulações, suposições e ilações.

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Universidades Federais: entre o caos e a balbúrdia

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As Universidades Federais, historicamente, sempre foram palco de produção de conhecimento científico, pesquisa e formação dos melhores profissionais do nosso país.

A Universidade Federal de Minas Gerais, por exemplo, formou um dos melhores poetas brasileiros, Carlos Drummond de Andrade.  A lista de ex-alunos da Instituição que contribuíram substancialmente com a sociedade inclui pessoas como Betinho, Ziraldo, Juscelino Kubitschek, Ivo Pitanguy. A lista é imensa.

A expectativa do contribuinte, que é o responsável por manter estas instituições em funcionamento, é exatamente essa: que dentre seus alunos saiam pessoas capazes de auxiliar o desenvolvimento intelectual e científico de nosso país.

A UFMG tem um orçamento de R$ 2.042.901.713,00 (dois bilhões quarenta e dois milhões novecentos e um mil e setecentos e treze reais) para um universo de 48.949 alunos. Isso significa um investimento de R$ 3.477,95 (três mil quatrocentos e setenta e sete reais e noventa e cinco centavos) POR ALUNO POR MÊS! É muito dinheiro!

Naturalmente, esse dinheiro não brota do chão! Ele é fruto dos impostos que pagamos no feijão, no arroz e em absolutamente tudo que produzimos e consumimos. O Estado é uma máquina de extorsão. Em 2019, todos nós tivemos que trabalhar até o dia 2 de junho, apenas para pagar impostos.

Diante dessa realidade, nada mais natural que haja uma indignação completa quando o brasileiro presencia seu caro dinheiro sendo usado para promover o caos e a balbúrdia. Sim, as Universidades Federais viraram “campo criativo” para atividades que passam longe aos interesses da sociedade.

A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), por exemplo, promoveu no dia 17/09/2014 uma “Oficina de Siririca”. No mesmo ano, a Universidade Federal Fluminense (UFF) foi palco de um evento chamado “Xereca Satanik”, onde uma genitália feminina foi costurada, sob o olhar de todos os presentes.

São centenas de exemplos nas redes sociais.

Na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), poucos dias atrás, uma “performance” chamou a atenção dos presentes. Um homem aparentando ter 30 (trinta) anos, fazia poses e gestos, completamente nu, no meio do Campus Maceió. Ali, para todo mundo ver. Quer gostem, quer não.

Infelizmente a balbúrdia não para por aí. Uma operação da Polícia Civil prendeu, semana passada, 3 (três) suspeitos de tráfico de drogas no Diretório Acadêmico de Filosofia da UFMG. Dentro da sala, além das drogas, uma geladeira cheia de cerveja.  Entre os presos está um ex-aluno do curso de química, que, segundo as investigações, utilizaria o laboratório da Instituição para produzir drogas sintéticas.

Sob a omissão (ou anuência) de grande parte dos reitores, muitos deles comprometidos com Movimentos de Esquerda, esses episódios tornaram-se cada vez mais comuns.

É claro que a balbúrdia não é generalizada. Muita coisa boa é produzida dentro das Universidades Federais. No final de 2018, por exemplo, a mesma UFMG foi premiada, pela segunda vez, com o Startup Awards, pelo seu destaque em empreendedorismo.

Mas, tal qual um corpo ferido precisa tratar as feridas que surgem, as Universidades Federais também precisam fazê-lo. O remédio nem sempre é bom. Às vezes, inclusive, é preciso amputar um membro para garantir a sobrevida do corpo.

Se a comunidade acadêmica acha ruim que situações como essas terminem por rotular as Universidades como produtoras de “balbúrdias”, que seus alunos e professores curem essas feridas, cobrando aos gestores que o nosso dinheiro seja investido, exclusivamente, na formação de profissionais que ajudem no desenvolvimento de nosso país.

Direcionar as críticas a nós, financiadores involuntários desse caos, não cicatrizará as feridas.

O brasileiro está farto de pagar tanto imposto e ser escravizado pelo Estado e, por isso, o mau uso do dinheiro público continuará a ser criticado. E é assim que deve ser!

Menos Ecstasy, Mais Drummonds.

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O menino que não era um cachorro no Carrefour.

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Uma notícia chocou o Brasil essa semana.


O garoto Rhuan Maycon, de 9 anos, vivia no Distrito Federal com uma irmã de criação de 8 anos, a mãe Rosana Auri da Silva Candido, 27, e a companheira dela, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno, 28.


Rhuan foi encontrado morto na madrugada de sábado, dia 1 de junho. Não apenas morto, mas esquartejado. Após a sua mãe e sua companheira tentarem triturar os ossos e fritar a carne do corpo para esconder o crime, dividiram as partes da criança em uma mala e duas mochilas.


Essa história terrível foi apenas o desfecho de uma vida de sofrimento para o pequeno Rhuan. Um ano atrás, o menino já teria tido seu pênis decepado em casa, pois a mãe queria transformá-lo em uma menina. O Conselho Tutelar afirma que Rhuan e sua irmã eram ainda obrigados a fazer sexo entre si.


Creio que ninguém, em sã consciência, duvide que este seja um dos crimes mais terríveis dos últimos anos.


Mas, por que este caso não teve tanta repercussão na sociedade?


Em dezembro de 2018, poucos meses atrás, o Brasil assistiu a cenas lamentáveis de um segurança de um grande supermercado espancar um cachorro até a morte. O episódio gerou uma onda de protestos. A OAB chegou a se envolver no caso. O Ministério Público determinou pagamento de uma multa de R$ 1 milhão ao supermercado.


E o menino Rhuan?


Com a palavra, o pai, Maycon Douglas Lima de Castro: "Tentamos salvar o Rhuan. Postamos nas redes sociais, procuramos polícia e Conselho Tutelar. Ninguém nos ajudou”.


Vivemos a humanização dos animais e a desumanização das pessoas.


É claro que ninguém é a favor de maus-tratos a animais, mas, será normal esse tipo de indignação seletiva? Acaso uma criança de 9 anos desperta em nós, menos empatia do que um cachorro?


A discrepância entre os dois casos se dá pura e unicamente por um motivo: AGENDA POLÍTICA.
 

No caso do Carrefour, temos um supermercado multinacional, símbolo máximo do capitalismo selvagem, atacando um pobre ser indefeso. A ira não era tanto pela vida do cachorro, mas sim contra o autor do crime: O Império Capitalista. Não acha? Você viu alguma indignação quando uma pequena pastelaria de imigrantes foi acusada de servir carne de cachorro no Rio de Janeiro, em 2015? Quantos cachorros você acha que eles teriam matado?


No caso do menino Rhuan, o desinteresse é geral. A autoria é de um casal homossexual, levando a loucura da Ideologia de Gênero (onde o gênero é um instrumento flutuante e construído socialmente) até a sua última instância: mutilação de genitália e posterior assassinato com requintes de crueldade, de uma criança com apenas 9 anos de idade.


O silêncio abissal dos Movimentos Feministas e LGBTs já era esperado, diante do perfil dos autores do crime. Mas, onde estavam OAB, Ministério Público e Conselho Tutelar para proteger a criança?
É claro que não é preciso ser um casal homoafetivo para praticar um ato tão covarde. A loucura é democrática e atinge a todos: brancos, negros, índios, ricos, pobres, gays, heteros, ateus e até mesmo a religiosos.


Nenhuma característica pessoal, seja ela uma orientação sexual, cor da pele, crença ou condição social, pode ser responsabilizada pelas más decisões de cada indivíduo.


Indignação é vivermos em um mundo onde a empatia com o sofrimento alheio depende não da dor sofrida, mas da sua própria ideologia e, principalmente, se quem impõe essa dor faz parte de seu “coletivo”.

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