“Não é exagero. Parece que é algo premeditado, porque eu não acredito mais que seja apenas incompetência”. A suspensão dos atendimentos obstétricos no Hospital da Mulher, as denúncias de demissões de quase 100 enfermeiros no Hospital Geral do Estado (HGE) e o corte de 15% nos salários dos médicos da rede pública estadual foram alvo de críticas do deputado estadual Cabo Bebeto (PL), ao questionar a condução da saúde pública pelo governo de Alagoas.
O parlamentar afirmou que, nesta semana, os alagoanos foram “bombardeados com diversas notícias negativas sobre a saúde pública de Alagoas”, entre elas: “Hospital da Mulher suspende atendimentos obstétricos, e sindicato dos enfermeiros denuncia demissões em massa no HGE”.
“O atendimento obstétrico é algo fundamental, e a Secretaria de Saúde tem brincado com a vida das mulheres alagoanas que estão prestes a dar à luz”, criticou Cabo Bebeto.
O deputado também voltou a cobrar explicações sobre a redução de 15% na remuneração dos médicos da rede estadual e lembrou que denunciou o fato no Plenário da Assembleia. Em relação ao Hospital Geral do Estado, Cabo Bebeto questionou as demissões de profissionais de enfermagem, especialmente diante dos problemas enfrentados pela unidade. "Imagine o HGE, com todos os problemas que já tem, demitir quase 100 enfermeiros”.
O deputado salientou que "os enfermeiros são o pilar da saúde pública e foram demitidos sem justificativa e alguns, até por telefone".
As críticas também se estenderam ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após denúncias relacionadas à falta de alimentação para os profissionais.
“Todos esses casos e descasos, só me levam a acreditar em uma coisa: O governador Paulo Dantas e o secretário Gustavo Pontes querem destruir a saúde de Alagoas antes de deixarem seus cargos”, concluiu Cabo Bebeto.
