Uma operação conjunta da Polícia Civil de Alagoas, deflagrada nesta sexta-feira (6) pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), desarticulou uma rede criminosa suspeita de praticar agiotagem, extorsão, lavagem de capitais e constituição de organização criminosa. 

Denominada Operação Usura, a ação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Maceió (AL), além das cidades paulistas de Campinas e Americana, e em João Pessoa, na Paraíba.

As investigações conduzidas pela Seção Especializada no Combate à Lavagem de Dinheiro (SECLD) apontaram que o grupo, integrado por estrangeiros de nacionalidade colombiana, concedia empréstimos financeiros mediante a cobrança de juros abusivos. 

Relatórios de inteligência financeira detalharam que os investigados utilizavam empresas, veículos e contas bancárias de terceiros para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita, revelando transações milionárias totalmente incompatíveis com a renda declarada.

Além da prática de usura e lavagem de dinheiro, a apuração policial identificou o uso de ameaças graves e extorsões sistemáticas contra os devedores. 

Segundo a DRACCO, um dos alvos da investigação é apontado como principal suspeito de um homicídio registrado no estado da Paraíba, cujo móbil seria o atraso ou o não pagamento das quantias exigidas.

O delegado José Carlos, responsável pelas investigações, destacou a atuação interestadual e o modus operandi da rede criminosa. 

"A organização criminosa, composta por integrantes colombianos, emprestava dinheiro a juros exorbitantes e praticava extorsão contra aqueles que pegavam o dinheiro emprestado. Além disso, essa organização criminosa também lavava dinheiro e ocultava patrimônio para integrar esse valor cobrado na extorsão no mercado", pontuou a autoridade policial.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, que contou com o apoio operacional do Grupo de Operações Especiais (GOE) da DEIC de Campinas em São Paulo e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) na Paraíba, as equipes apreenderam aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos, documentos, joias e uma grande quantia em dinheiro em espécie. 

A Justiça também determinou a restrição judicial de veículos vinculados aos investigados.

O material recolhido será submetido a exames periciais para subsidiar a continuidade das investigações. A DRACCO informou que o inquérito policial segue em andamento para rastrear o fluxo financeiro completo da organização e identificar eventuais outros participantes do esquema criminoso.