Dois irmãos, de 31 e 35 anos, foram presos pela Polícia Civil de Alagoas suspeitos de participação no assassinato do comerciante Manoel Messias Santos de Oliveira, conhecido como “Manuca”, de 33 anos. O homicídio ocorreu em setembro deste ano, em Penedo, na região do Baixo São Francisco, em Alagoas.
Segundo as investigações, Manoel havia saído de casa, na Vila Matias, em uma motocicleta, transportando uma carga de frangos que seria vendida em uma feira livre. Durante o percurso pela AL-225, nas proximidades do povoado Capela, na zona rural de Penedo, ele foi surpreendido por disparos de arma de fogo.
O comerciante foi atingido inicialmente nas costas, perdeu o controle da motocicleta e caiu às margens da rodovia. Mesmo depois da queda, os criminosos teriam efetuado outros três disparos contra a cabeça da vítima. Na sequência, fugiram levando parte da mercadoria.
O corpo foi encontrado por um familiar de Manoel, que seguia logo atrás e também transportava parte da carga de frangos.

A principal linha de investigação aponta que o assassinato teria sido motivado por uma antiga desavença entre a vítima e um dos suspeitos. O desentendimento teria começado há aproximadamente dez anos, quando os dois estiveram presos.
Histórico criminal
De acordo com a Polícia Civil, os dois irmãos já possuem condenações definitivas por tráfico de drogas e acumulam registros por outros crimes.
O mais novo, de 31 anos, estava em regime aberto desde janeiro de 2025. Ele foi condenado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo, com penas que somam 20 anos e 10 meses de reclusão.
Em maio de 2026, ele voltou a ser preso em flagrante em um bar no bairro Dom Constantino. Na ocasião, estava com um revólver calibre .38 municiado, munições extras e uma porção de crack. Também possui registros policiais por roubo, receptação e tráfico de drogas.
Já o irmão mais velho, de 35 anos, foi condenado a 12 anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas e chegou a cumprir pena na Penitenciária de Segurança Máxima.
Em abril de 2020, quando estava no regime semiaberto, foi preso novamente em flagrante, desta vez com aproximadamente 330 gramas de maconha. A ocorrência provocou a regressão do regime prisional. Desde março de 2024, ele cumpria pena no semiaberto, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
O histórico policial do suspeito também inclui registros por homicídio simples, homicídio qualificado e tráfico de drogas.
Após as prisões, os irmãos foram encaminhados à delegacia e permanecem à disposição da Justiça de Alagoas.
*Fotos de capa: PC/AL
