Mentiroso contumaz, Flávio Bolsonaro levou uma lambada histórica e foi responsável por uma baixaria imperdoável: a de apontar numa limitação física de Lula o “maior defeito”.

Mas isso, eis a questão, revelou o tamanho dele, não só como político, mas como pessoa.

Ao argumentar sobre a não aceitação do resultado das urnas nem ao menos se deu ao trabalho de evitar o ridículo: a sua queixa renderia, no máximo, 35 mil votos – os que chegaram às urnas depois de cinco horas da tarde.

Ele perdeu por quase 4,5 milhões de votos, arrastando para a derrota seus analistas e cientistas – da qualidade do Nikolas Ferreira, esse aprendiz de feiticeiro engraçado - em busca de um palco lonado.

Se contar direitinho, Bolsonaro – o Flávio – vai ver que o monstro que lhe ataca nos pesadelos noturnos do terceiro turno tem nove dedos, e o que falta não faz falta para enfrentar um adversário tão pequeno.  

(Ele já deve saber o que é “sacanagem” do povo brasileiro, que lhe aplicou um golpe fatal.)