A deputada estadual Cibele Moura participou, nesta segunda-feira (26), de uma manifestação em Maceió que cobra justiça pela morte da gata Camila Regina, vítima de maus-tratos dentro de uma academia no bairro da Ponta Verde. A parlamentar defendeu que os responsáveis sejam julgados e punidos pelo crime.

Na sexta-feira, a Polícia Civil indiciou dois funcionários suspeitos de envolvimento no caso, ocorrido em agosto deste ano. Imagens de câmeras de segurança mostram um dos homens arremessando um saco com o animal e pisando nele. Segundo a polícia, um dos investigados confessou o crime durante o interrogatório, enquanto o outro permaneceu em silêncio. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

Durante o protesto, Cibele chamou a atenção para a possibilidade de outros animais terem sido vítimas de violência sem que os casos fossem registrados. A deputada também destacou que, até o momento mencionado por ela, os suspeitos não estavam presos.

“Hoje, a gente vê esse vídeo dessa gatinha. Mas quantas gatinhas e quantos gatos podem não ter sido maltratados por essas mesmas pessoas e que a gente não tem vídeo? O vídeo é assustador. E tem um detalhe que precisa ser dito para a população alagoana: eles não estão presos”, afirmou.

A parlamentar ressaltou que a manifestação busca dar visibilidade ao caso e pressionar as autoridades para que os responsáveis não fiquem impunes.

“Essa manifestação é a população alagoana dizendo que quem comete maus-tratos, quem faz um caso absurdo como esse, precisa ir para a cadeia. A gente vem aqui para ajudar a dar visibilidade e cobrar das autoridades que essas pessoas não fiquem impunes”, declarou.

Cibele também mencionou relatos de frequentadores da academia sobre o desaparecimento de outros gatos que circulavam pelo local. A deputada ponderou que não há respostas para esses questionamentos, mas defendeu que a morte de Camila Regina seja apurada e que os responsáveis respondam perante a Justiça.

“Eles precisam ser julgados, condenados e presos. Alagoas não pode admitir que isso passe em branco”, concluiu.