Alagoas ainda enfrenta um desafio importante para ampliar o acesso ao saneamento básico. Dados do Censo Demográfico 2022 indicam que 84,9% dos domicílios do estado tinham abastecimento de água considerado adequado, enquanto apenas 49,4% contavam com esgotamento sanitário adequado. Os números foram reunidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em uma síntese da situação dos municípios alagoanos.
Na prática, os indicadores mostram uma diferença expressiva entre o acesso à água e as condições de destinação dos esgotos. Enquanto o abastecimento adequado alcançava a maioria dos domicílios, pouco menos da metade atendia ao critério utilizado para avaliar o esgotamento sanitário.
O cenário ganha relevância diante das metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê assegurar a disponibilidade de água e o acesso ao saneamento para todos até 2030.
Estudo da ANA amplia análise sobre o saneamento
A terceira edição do relatório ODS 6 no Brasil: Visão da ANA sobre os Indicadores, publicada em 2025 pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), atualiza séries históricas e incorpora novas análises sobre o acesso à água potável, ao esgotamento sanitário e à qualidade dos recursos hídricos.
A publicação também amplia o detalhamento territorial e social dos indicadores, permitindo observar desigualdades que podem ficar escondidas nas médias nacionais. Entre os recortes considerados estão informações municipais e dados relacionados a raça, sexo, favelas e comunidades urbanas, com base no Censo 2022.
O acompanhamento desses indicadores é importante para avaliar os avanços e as dificuldades na universalização dos serviços, além de subsidiar políticas públicas voltadas à melhoria das condições de vida da população.
Desafio vai além do abastecimento
O acesso ao saneamento adequado envolve não apenas a disponibilidade de água, mas também a destinação correta dos esgotos e as condições sanitárias dos domicílios. A falta desses serviços pode comprometer a saúde pública, a preservação ambiental e a qualidade de vida.
Em Alagoas, os dados reforçam a necessidade de ampliar a infraestrutura de esgotamento sanitário e reduzir as desigualdades de acesso entre os municípios.
A meta global estabelecida pela ONU para 2030 é garantir água potável e saneamento para todos. Os indicadores ajudam a dimensionar a distância entre esse objetivo e a realidade enfrentada pela população.
