O advogado Acácio de Oliveira Lima, condenado a 28 anos e seis meses de prisão por matar um colega de profissão em um acidente de trânsito, foi preso nessa terça-feira (20). Segundo a Polícia Civil de Alagoas (PCAL), ele estava foragido desde 2023. A colisão, que também deixou três pessoas feridas, ocorreu na Avenida Menino Marcelo, em Maceió.

A vítima, identificada como Ítalo Peterson Vilela de Freitas, morreu após o veículo em que estava ser atingido pelo carro conduzido por Acácio. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o condenado dirigia em alta velocidade, na contramão e sob efeito de bebida alcoólica.

Acácio, que também é funcionário de um órgão federal, foi preso por agentes da Seção de Capturas da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), em cumprimento a um mandado de prisão por homicídio qualificado.

Relembre o caso

O acidente aconteceu na madrugada de 4 de setembro de 2015, por volta das 4h25, na Avenida Menino Marcelo, conhecida como Via Expressa, no bairro da Serraria.

Segundo a denúncia do MPAL, Acácio havia saído de um bar e dirigia um Peugeot quando invadiu a contramão e atingiu um Fiat Uno ocupado por quatro pessoas.

Ítalo Peterson, de 31 anos, morreu na colisão. Os irmãos dele, Perlyesus Vilela de Freitas e Ivisson Pekos Vilela de Freitas, além de Maria Patrícia Correia de Freitas, esposa de um dos irmãos, ficaram feridos. A família seguia para o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.

A perícia apontou que o veículo conduzido por Acácio trafegava a aproximadamente 122 km/h antes da colisão, mais que o dobro da velocidade máxima permitida no trecho, de 60 km/h.

O advogado foi levado a julgamento em 11 de abril de 2023, quase oito anos após o acidente. O Tribunal do Júri o condenou por homicídio qualificado e três tentativas de homicídio qualificado, fixando a pena em 28 anos e seis meses de prisão.

Na ocasião, o Ministério Público pediu a prisão preventiva do réu, mas a solicitação foi negada, permitindo que ele recorresse da sentença em liberdade. Posteriormente, passou a ser considerado foragido, segundo a Polícia Civil.