O deputado federal por Alagoas Rafael Brito, do MDB, avaliou como um avanço histórico para a educação brasileira a proposta de criação do Pé-de-Meia Universitário, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte das medidas previstas para um eventual novo mandato, a partir de 2027. A bolsa de permanência terá o valor mensal de R$ 700 durante dez meses por ano.

Para o líder da educação na Câmara dos Deputados, a proposta representa um passo importante na construção de políticas públicas que garantam não apenas o ingresso dos estudantes nas universidades, mas também condições para que concluam seus cursos e tenham melhores perspectivas profissionais.

“Garantir que o jovem permaneça na escola e tenha condições de continuar estudando é investir no futuro do Brasil. O Pé-de-Meia já representa um avanço importante no ensino médio. Os dados são claros: houve redução de mais de 40% da evasão escolar após a implementação do programa. Levar essa política de incentivo também para a universidade significa ampliar oportunidades e ajudar milhares de jovens a realizarem o sonho de conquistar um diploma”, defendeu Rafael Brito.

Além da bolsa mensal, a proposta do presidente Lula contempla uma poupança anual de R$ 2.500, vinculada à conclusão de cada ano letivo, com o objetivo de incentivar a permanência e a conclusão da graduação. A estimativa inicial é de um investimento de R$ 4,6 bilhões, provenientes do Fundo Social do Pré-Sal, para beneficiar cerca de 1 milhão de jovens por ano.

“Percorri toda Alagoas e sou prova viva da transformação que essas políticas públicas de permanência escolar promoveram na educação do meu estado. Fomos pioneiros no Brasil com o Cartão Escola 10, conseguimos levar essa política para todo o país e, agora, ela ganha uma outra dimensão: a formação acadêmica e a qualificação profissional da nossa população. Isso é pensar no futuro!”, afirmou Rafael Brito.

A proposta integra um conjunto de medidas para a educação apresentado por Lula, que inclui ainda a universalização do Pé-de-Meia para estudantes do ensino médio público, a construção de novos Institutos Federais e a retomada do programa Ciência sem Fronteiras.