A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) divulgou, na manhã desta quinta-feira (15), imagens do imóvel onde funcionava uma clínica clandestina de aborto em Arapiraca, no Agreste alagoano. 

Os registros mostram os cômodos da casa e materiais usados nos procedimentos que, segundo a investigação, eram guardados em recipientes sujos, sem condições adequadas de esterilização.

As fotos foram feitas durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Entre os ambientes registrados estão um quarto com duas camas de solteiro, um banheiro e uma cozinha.

 

 

A investigação foi concluída e resultou no indiciamento de duas pessoas: a mulher apontada como responsável pelos procedimentos e um empresário suspeito de financiar e participar de um dos casos apurados.

Segundo a polícia, pelo menos cinco vítimas foram identificadas. Uma gestante morreu após um dos procedimentos, e outra perdeu a visão de um dos olhos depois de desenvolver uma infecção generalizada.

A investigada foi indiciada por aborto provocado por terceiro com consentimento da gestante, homicídio culposo e lesão corporal de natureza gravíssima.

Já o empresário foi indiciado por coautoria e participação em aborto provocado por terceiro. De acordo com o inquérito, ele teria pressionado uma das vítimas a interromper a gravidez, fornecido medicamentos abortivos e pago R$ 2 mil pelo procedimento.