Alagoas ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de mortalidade por doenças cardiovasculares, com 245,5 óbitos por 100 mil habitantes. O dado, divulgado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) na última quinta-feira (8), coloca o estado à frente do Amapá, com 225,1 mortes na mesma proporção, e de Mato Grosso do Sul, com 220,4.

O cenário alagoano chama a atenção em um país onde as doenças cardiovasculares continuam entre os principais desafios de saúde pública. Segundo a SBC, uma pessoa morre por essas condições a cada 72 segundos no Brasil, o equivalente a cerca de 1.194 óbitos por dia.

Até as 11h da quinta-feira, dia em que o estudo foi divulgado, o país contabilizava 334.898 mortes relacionadas a essas doenças em 2026, conforme os números divulgados pela entidade.

O levantamento reforça a dimensão do problema e a necessidade de ampliar as estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento. Entre as condições cardiovasculares estão o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC), que podem provocar sequelas graves e levar à morte.

Fonte: portal.cardiol,br

Pressão alta e diabetes estão entre os fatores de risco

Parte dos fatores associados às doenças cardiovasculares pode ser identificada e controlada antes do surgimento de complicações. Hipertensão arterial, diabetes e colesterol elevado estão entre as condições que exigem acompanhamento regular.

O risco também está relacionado ao tabagismo, à obesidade, ao sedentarismo, à alimentação inadequada e ao consumo excessivo de álcool. De acordo com o Ministério da Saúde, a pressão alta merece atenção especial por poder permanecer sem sintomas durante muito tempo, mesmo quando aumenta o risco de infarto e AVC. 

Por isso, a ausência de sinais aparentes não significa que a saúde cardiovascular esteja em dia. Aferir a pressão arterial, realizar exames conforme orientação médica e manter o acompanhamento de doenças crônicas são medidas importantes para identificar riscos precocemente.

Mortes podem aumentar até 2030

Além do cenário atual, as projeções da Sociedade Brasileira de Cardiologia indicam uma possível elevação no número de mortes por doenças cardiovasculares nos próximos anos.

Segundo a entidade, o total anual passou por uma estimativa de 417.550 óbitos em 2024 e poderá chegar a 462.573 em 2030, um aumento projetado de 10,8% caso as tendências observadas nas últimas duas décadas sejam mantidas.

A estimativa não representa um resultado inevitável. Ações de prevenção, controle dos fatores de risco, acesso ao diagnóstico e tratamento adequado podem influenciar a evolução desses números.

Em Alagoas, onde a taxa de mortalidade é a maior entre os estados brasileiros, os dados colocam em evidência a importância de fortalecer o cuidado cardiovascular e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.

Fonte: portal.cardiol.br