Um dos grandes ícones do rádio alagoano, o comunicador Rômulo Uchôa faleceu nesta quarta-feira (7), no Recife, aos 90 anos de idade. Ele vinha enfrentando complicações de uma infecção urinária nos últimos meses, quadro que se agravou e levou ao óbito.
Pernambucano da capital, Rômulo fez história na comunicação de Alagoas ao desembarcar no Estado na década de 1970, com a missão de assumir a direção de programação da Rádio Gazeta. Pouco depois, tornou-se o primeiro diretor de programação da TV Gazeta, inaugurada em 27 de setembro de 1975.
“Ao lado de Edécio Lopes e Arnaldo Costa, também pernambucanos, Rômulo foi o responsável pela introdução da chamada ‘revolução das vinhetas’, produção artística que mudou a plástica dos programas da Rádio Gazeta e serviu de inspiração para que outros prefixos adotassem esse modelo de identificação de locutores, clubes esportivos e, principalmente, dos bairros de Maceió”, relata o ex-diretor de programação da Gazeta, Gilberto Lima de quem era muito amigo e que sempre estava em contato.
No início dos anos 1980, Rômulo Uchôa foi anunciado como a grande contratação da Rádio Difusora de Alagoas, emissora oficial do Estado que então passava por uma profunda reformulação técnica e estrutural. Na direção de programação, garantiu logo em seu primeiro ano de atuação o inédito primeiro lugar isolado nas pesquisas do Ibope.
Sua trajetória profissional teve início na Rádio Olinda, em Pernambuco, época em que a emissora figurava entre as mais ouvidas do Estado vizinho. Já na fase final de sua carreira, sua última passagem pelos microfones foi na Rádio Vitório, em Palmeira dos Índios (AL), contratado pelo empresário Ricardo Vitório, com quem já havia trabalhado na época da Rádio Difusora.
