O corpo de Gleice de Assis Ferreira, de 22 anos, foi encontrado na tarde desta quarta-feira (7), em uma área de mata no bairro do Benedito Bentes, parte alta de Maceió. A jovem estava desaparecida desde o dia 30 de setembro, quando foi retirada de casa por homens encapuzados.
Gleice faria 23 anos nesta quarta-feira, mesma data em que o corpo foi localizado. Segundo informações da Polícia Civil, a jovem teria sido executada com um tiro na cabeça.
O cadáver estava em uma área particular, dentro de uma fazenda próxima ao lixão e ao antigo EcoPark. A polícia chegou ao local após receber informações sobre a existência de um corpo na região.
A suspeita de que se tratava de Gleice surgiu pelas roupas e por uma tatuagem identificada no corpo. O pai da jovem esteve no local e reconheceu a camisola e a tatuagem. A confirmação oficial da identidade, no entanto, ainda depende de exames do Instituto Médico Legal (IML).

Jovem foi retirada de casa
Conforma as investigações, Gleice estava em casa, no Complexo Benedito Bentes, quando pelo menos quatro homens encapuzados e armados invadiram o imóvel. Os suspeitos estavam com uma fotografia da jovem para facilitar a identificação.
Durante a ação, a mãe de Gleice e uma amiga foram agredidas. A jovem teria sido arrastada desacordada pelas escadarias da residência. Os filhos dela, de 2 e 5 anos, presenciaram a ação.
A Polícia Civil investiga o caso como homicídio e ocultação de cadáver.
Ex-companheiro está preso
As investigações levaram à prisão do ex-companheiro de Gleice, de 35 anos. Ele foi localizado na Grota do Rafael, no Jacintinho. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça.
O homem nega envolvimento no crime, mas, segundo a polícia, apresentou contradições durante o depoimento. Ele também teria deixado a região onde morava após o desaparecimento de Gleice e passado a noite na parte baixa de Maceió.
A polícia afirma ainda que o suspeito seria integrante de uma facção criminosa e teria uma função de disciplina dentro do grupo. Ele também é apontado como um dos envolvidos em ameaças feitas contra Gleice antes do desaparecimento.
Caso pode ter relação com morte do irmão
Segundo a Polícia Civil, a investigação também apura uma possível relação entre o crime e a morte do irmão de Gleice, assassinado no ano passado, no bairro Ouro Preto.
Conforme as informações reunidas pela polícia, o homem teria sido ameaçado por integrantes de uma facção e orientado a deixar a região. Como permaneceu no local, acabou sendo assassinado.
Depois da morte do irmão, Gleice também teria sido orientada a deixar o conjunto onde vivia. A jovem, entretanto, retornou à região.
A Polícia Civil continua as buscas pelos demais suspeitos de participação na execução e na ocultação do cadáver.
Denúncias que possam ajudar na identificação dos envolvidos podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia, no telefone 181.

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