O câncer de mama pode se desenvolver sem apresentar sinais nas fases iniciais e ser identificado pela mamografia antes mesmo que um nódulo seja percebido pelo toque. Em Alagoas, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 880 novos casos da doença em 2026, sendo 380 em Maceió.
Durante o Outubro Rosa, os números reforçam a importância de não esperar o surgimento de sintomas para procurar acompanhamento e manter os exames indicados em dia.
Na Unimed Maceió, as beneficiárias contam com uma estrutura voltada ao acompanhamento especializado. Quando há necessidade de cuidado oncológico, a operadora oferece serviço de Oncologia e Centro de Terapia Assistida (CTA), garantindo continuidade do tratamento com equipe especializada e atendimento integrado.
Esperar sentir alguma alteração pode significar perder a oportunidade de identificar lesões ainda muito pequenas.
Segundo a oncologista Flávia Mota de Alencar, da Unimed Maceió, há uma diferença significativa entre o tamanho das alterações que podem ser percebidas pelo toque e aquelas identificadas por exames de imagem.
Para a especialista, um dos equívocos ainda comuns é considerar o autoexame suficiente para o rastreamento. Embora conhecer o próprio corpo seja importante para perceber alterações, a mamografia consegue identificar lesões muito menores e que ainda não são perceptíveis ao toque.
“O autoexame normalmente só consegue identificar lesões em torno de 2 cm. No exame físico feito no consultório, às vezes notamos lesões em torno de 1 cm. A mamografia consegue pegar lesões que, em alguns casos, são menores que 0,5 cm. Isso faz muita diferença, porque quanto menor a doença, maior a chance de cura”, explica.
A médica destaca que a ausência de sintomas não deve ser usada como motivo para adiar o acompanhamento.
“O câncer é uma doença silenciosa e, quando dá sintomas, geralmente já está em uma fase mais avançada. Com os exames em dia, conseguimos diagnosticar de forma inicial, realizar uma cirurgia menos invasiva e aumentar ainda mais a chance de cura”, afirma.
Recomendações - A idade indicada para iniciar o rastreamento varia conforme as diretrizes adotadas. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda, como estratégia de rastreamento populacional, a mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Entre 40 e 49 anos, o exame também pode ser realizado pelo SUS após orientação sobre riscos e benefícios. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda a mamografia anual a partir dos 40 anos.
Na avaliação individual, Flávia orienta que a decisão considere também o histórico e os fatores de risco de cada mulher. “Se vamos recomendar individualmente para uma paciente, dizemos que ela faça o exame anualmente a partir dos 40 anos”, afirma.
A descoberta em fases iniciais também pode modificar o tratamento necessário.
Segundo a especialista, tumores menores podem permitir cirurgias menos extensas e, dependendo das características da doença, há casos em que a quimioterapia não é necessária. Quando há indicação de acompanhamento especializado, as beneficiárias da Unimed Maceió contam com o serviço de Oncologia e o Centro de Terapia Assistida (CTA).
