O prefeito de Junqueiro, Leandro Silva, usou as redes sociais para relatar um fato que, segundo ele, marcou de forma lamentável a história recente do município e a vida de uma família empreendedora.
No centro da cidade, onde funcionava por mais de 25 anos a loja Nanda Modas, da família de Dona Zezé, Dona Sandra e Seu Feijó, Leandro gravou um vídeo denunciando um ato de perseguição política ocorrido em 2020.
Segundo o prefeito, os proprietários foram surpreendidos durante a madrugada com a demolição total do imóvel. O ato, de acordo com o relato de Leandro Silva, teria sido ordenado pela hoje prefeita de Campo Alegre, Pauline Pereira.
“Para quem conhece a nossa cidade, aqui funcionava a loja Nanda Modas. Em 2020, os proprietários foram surpreendidos de madrugada com a derrubada da loja delas, ordenada pela senhora Pauline Pereira”, afirmou o prefeito.

VITÓRIA NA JUSTIÇA, MAS COM PERDA IRREPARÁVEL
Após seis anos de disputa judicial, a Justiça de Alagoas deu a reintegração de posse e reconheceu o direito de propriedade do terreno à família de Dona Sandra.
Leandro destacou, no entanto, que a vitória vem com uma dor irreparável. Segundo ele, Seu Feijó e Dona Zezé adoeceram em decorrência do constrangimento e do prejuízo financeiro causado pela demolição e faleceram antes de ver a Justiça ser feita.
“Hoje nem o seu Feijó e nem a dona Zezé podem estar mais aqui entre nós para comemorar essa grande vitória”, lamentou.

“O JUNQUEIRO DA PERSEGUIÇÃO FICOU NO PASSADO”
No vídeo, Leandro Silva classifica o episódio como símbolo do que ele chama de “jeito Pereira de fazer política” - marcado, segundo ele, pela truculência e arrogância - e que ainda seria visto hoje em Campo Alegre e Teotônio Vilela.
O prefeito contrapôs esse passado ao momento atual do município:
“Esse era um retrato do Junqueiro do passado, o Junqueiro da perseguição. Junqueiro hoje é o Junqueiro da liberdade, é o Junqueiro da paz, é o Junqueiro onde o povo tem direito de falar e tem direito de ouvir”.
Ao final, Leandro afirmou que a decisão judicial representa a “lei do retorno” e prova que a justiça prevalece.
“A lei do retorno existe aqui e existe no céu. E tá aqui a lei da justiça. A Justiça deu a quem realmente é de direito a propriedade”, concluiu.
A reportagem deixa espaço aberto para que a prefeita de Campo Alegre, Pauline Pereira, apresente sua versão sobre os fatos relatados pelo prefeito de Junqueiro.
