Crianças de 3 meses a 6 anos passam a contar com uma nova opção para o tratamento da esquistossomose no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (30), o registro do Farmanguinhos Arpraziquantel (arpraziquantel), medicamento destinado ao público infantil.

O remédio é indicado para casos da doença provocados pelos parasitas Schistosoma mansoni ou Schistosoma haematobium.

A esquistossomose é uma doença parasitária considerada um problema de saúde pública, principalmente em regiões tropicais e subtropicais da África, Ásia, Caribe e América do Sul. Ela integra o grupo das chamadas doenças tropicais negligenciadas, que atingem especialmente populações de baixa renda.

A infecção ocorre quando uma pessoa entra em contato com água doce onde existem caramujos infectados pelos vermes causadores da doença. Os primeiros sintomas podem aparecer entre duas e seis semanas após a contaminação.

A esquistossomose pode se apresentar em duas fases. A aguda costuma ocorrer entre duas e seis semanas após o contato com a água contaminada. Já a fase crônica pode surgir meses ou até anos depois da infecção inicial. A doença pode não apresentar sintomas em alguns casos, mas também pode evoluir para quadros graves.

Como o medicamento age

Após ser ingerido, o arpraziquantel é absorvido pelos vermes presentes nos vasos sanguíneos do paciente. A substância provoca espasmos musculares e paralisia nos parasitas, fazendo com que eles percam a capacidade de permanecer fixados nos vasos.

O medicamento também danifica a camada que protege o verme da ação do sistema imunológico. Dessa forma, o organismo passa a ter condições de combater e destruir os parasitas.

O registro do medicamento consta na Resolução RE nº 3.851/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).