É verdade que “dinheiro compra até amor verdadeiro”, como disse Nelson Rodrigues.
É mentira, porém, considerar que são os pobres que vendem os seus votos, os que os tornam mais vulneráveis diante dos políticos corruptos e corruptores.
Nunca demais alertar: leiam os diários oficiais, do governo, da prefeitura de Maceió, da Assembleia Legislativa e seus agregados e você vai poder constatar que são as famílias de sobrenomes conhecidos por aqui que preenchem os cargos em comissão – sem que precisem trabalhar.
Se no período eleitoral, os cadastros de eleitores são alimentados com grana, comparado ao que erário gasta com a compra dessas “consciências”, durante meses e até durante anos, é muito pouco – uma merreca, diriam os próprios compradores.
Ou você, leitora e leitor desse blog, que são os pobres e quase famintos que põem adesivos ou plotam seus carros, propagandeando os candidatos pelos quais estão apaixonados?
É o caixa público que mantém essa gente alegre e tão “envolvida” com a campanha eleitoral.
No mais, a hipocrisia e/ou a racionalização explica tudo, na base do “sou, mas quem não é?”.
