A 11 dias do pleito, a Justiça Eleitoral em Alagoas deu início aos preparativos para a realização dos procedimentos públicos de auditoria das urnas eletrônicas e dos sistemas de votação que serão utilizados nas Eleições 2026.
Ao todo, 23 urnas eletrônicas distribuídas pelo estado serão submetidas a testes de integridade e autenticidade para atestar a segurança e a transparência do processo eleitoral.
O sorteio das seções eleitorais cujas urnas passarão pela fiscalização ocorrerá na véspera da votação, em cerimônia pública no auditório do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), no Centro de Maceió.
As urnas sorteadas serão retiradas e substituídas nos locais de votação por equipamentos de reserva, sem causar prejuízos aos eleitores das seções afetadas.
No dia da eleição, o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas será conduzido no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), localizado no bairro de Jacarecica, na capital.
No local, os votos previamente anotados em cédulas de papel por entidades fiscalizadoras serão digitados nos equipamentos sob acompanhamento de auditoria externa.
Ao final do horário de votação, o resultado apurado pelas urnas é confrontado com o total de cédulas físicas para confirmar se o registro e a contabilização dos votos ocorreram corretamente.
Paralelamente, haverá o Teste de Integridade com Biometria na faculdade Afya, situada no bairro de Cruz das Almas.
Nessa modalidade, eleitores voluntários, após votarem normalmente em suas seções, serão convidados a utilizar a própria impressão digital para habilitar a urna de teste. Os votos inseridos nesse equipamento de auditoria serão totalmente simulados e não possuem vínculo com a votação oficial efetuada pelo cidadão.
Além das auditorias externas, será realizado nas próprias seções eleitorais, antes do início do pleito, o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais para checar se os programas instalados são os mesmos assinados e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As etapas são abertas à fiscalização de partidos políticos, coligações, Ministério Público, OAB e demais órgãos auditores. Segundo dados do TSE, desde a implementação do Teste de Integridade, em 2002, nenhuma divergência foi constatada entre os votos digitados e os boletins emitidos pelas urnas.
