Faltando apenas 11 dias para o primeiro turno das eleições, é improvável que, na disputaem Alagoas, candidatos sejam vistos carregando sacos, malas ou mochilas de dinheiro para fechar os últimos acordos.

Um interlocutor do meio político me diz que, segundo relatos, o dinheiro estaria sendo encaminhado para alguns assessores, parentes e aliados de confiança, que fariam a redistribuição dos valores acertados por meio do Pix.

Não seriam valores altos, claro. Mas, segundo a mesma fonte, até R$ 100 mil em cada conta permitiriam fazer várias transferências para diferentes destinatários.

Os que mais devem operar esse tipo de esquema seriam candidatos a deputado estadual e federal. Para governador, senador e presidente, a compra de votos não funcionaria da mesma maneira, diz uma fonte.

Entretanto, com a disputa majoritária apertada em Alagoas, há relatos de que alguns grupos estariam adotando estratégias para reduzir a vantagem que determinado candidato possui em uma região.

Se utilizado para compra de votos, o Pix pode facilitar a circulação do dinheiro, mas representa um golpe na representação popular, pilar fundamental da democracia.