A opinião é de simpatizantes do senador Renan Filho (MDB), candidato a governador de Alagoas. A reclamação é que está faltando emoção na propaganda veiculada no horário eleitoral.

Especialmente quando ele apresenta suas ações quando foi governador por dois mandatos. Trata de rodovias que construiu, hospitais e escolas que inaugurou, entre outros exemplos.

Mas não mostra, por meio de depoimentos fortes, o que essas ações mudaram na vida das pessoas que foram beneficiadas e que precisaram ou utilizaram esses serviços públicos. Essa é a queixa.

A falta de emoção pode ser reflexo do momento político de Renan Filho, levado para esta eleição por ser o nome mais forte do seu grupo e também para ajudar na difícil reeleição do pai, Renan Calheiros (MDB), ao Senado.

Isso ocorreu depois de Renan Filho se destacar no comando do Ministério dos Transportes, quando chegou a ser citado como possível vice de Lula e ainda teve seu nome especulado para o comando político do governo, a Casa Civil.

O danado é que, nessa disputa eleitoral, tudo pode dar muito errado.

Se os dois perderem a eleição e Lula vencer, Renan Filho poderá voltar a ser cotado para um ministério, inclusive o dos Transportes, ou até para a Casa Civil.

Mas se ele, Renan Calheiros e Lula forem derrotados, o emedebista volta ao Senado tendo dois senadores opositores ao seu lado e um governador e um presidente adversários.  

E, nesse cenário, sua reeleição ou qualquer outra candidatura em 2030 ficaria diante de um ambiente político bem mais difícil.