O que seria uma estratégia criminosa de disseminação de ataques contra o candidato ao Senado Arthur Lira acabou chegando às mãos de quem os responsáveis provavelmente não esperavam. Uma das mensagens atribuídas a um publicitário alagoano teria sido encaminhada, talvez por engano, a um magistrado que atua no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), e o episódio terminou levado ao Ministério Público.
Segundo denúncias encaminhadas neste sábado (19) ao MP, o sócio de uma agência de publicidade especializada em impulsionamento e tráfego pago nas mídias sociais — juntamente com sua empresa — estaria disseminando, em grupos de WhatsApp e nas redes sociais, uma série de vídeos com supostas calúnias, informações falsas e fake news contra Arthur Lira.
A estratégia, porém, teria sofrido um revés quando uma das mensagens chegou ao magistrado. Diante do conteúdo recebido, o juiz acionou o Ministério Público e solicitou uma investigação rigorosa e imediata para identificar os envolvidos na produção, contratação e disseminação do material. Inclusive, a solicitação pede apuração para saber se a empresa recebeu recursos de algum candidato opositor a Lira.
O MP já dispõe, segundo as informações encaminhadas na denúncia, de dados que podem ajudar a avançar na identificação do profissional e de sua empresa. Entre eles estão o número de telefone utilizado pelo publicitário — cujo último dígito é 7 — e o CNPJ da agência. No WhatsApp, o profissional utiliza um nome cujas iniciais são B. P. Há a suspeita de que o primeiro nome apresentado seja uma abreviação ou apelido de seu nome verdadeiro.
Outras informações encaminhadas às autoridades indicam que o escritório da empresa funcionaria no Centro de Maceió, em uma sala no edifício Trade Center. Em seu perfil no Instagram, o profissional afirma atuar com comunicação voltada para médicos e odontólogos, oferecendo uma “assessoria” digital que, segundo ele, ajuda profissionais da área de saúde a ampliar suas receitas.
As denúncias apresentadas ao Ministério Público estão acompanhadas de registros e outros elementos que deverão ser analisados pelas autoridades. A apuração poderá esclarecer não apenas quem participou da produção e distribuição dos vídeos, mas também se houve contratação para a realização do serviço e, nesse caso, quem o solicitou ou financiou a ação definida como crime eleitoral.
A investigação deverá buscar esclarecer toda a cadeia por trás da disseminação do material: quem produziu, quem distribuiu e se houve contratação ou financiamento para a divulgação dos conteúdos falsos e mentirosos contra Arthur Lira.
