Christiane da Fonseca e o marido, Rafael Gonzaga, de 47 anos, devem comparecer nesta segunda-feira (21) à Delegacia Tia Marcelina, em Maceió, para formalizar a denúncia de racismo envolvendo uma clínica médica na Ponta Verde. O casal será acompanhado pelo advogado Alberto Jorge Ferreira.
O caso aconteceu na sexta-feira (18), enquanto os dois aguardavam atendimento. Segundo o relato de Rafael, o nome de Christiane apareceu no painel eletrônico da clínica acompanhado da palavra “cativeiro”.
Ainda conforme o marido, antes da chamada do casal, outros pacientes teriam sido direcionados para espaços identificados no painel como “Sala VIP” e “Cafofo”. Quando chegou a vez de Christiane e Rafael, teria aparecido a expressão “Cativeiro”.
Rafael afirmou que os dois são negros e que a situação ocorreu diante de outras pessoas. Ele contou ainda que questionou o médico responsável pela clínica sobre a mensagem exibida no painel.
Segundo o relato do casal, o profissional teria admitido que escolheu o termo utilizado e afirmado que a intenção seria “alegrar a nossa sexta-feira”.
A Polícia Militar foi acionada e encaminhou equipes do 1º Batalhão ao estabelecimento. Aos policiais, segundo a corporação, o médico negou ter atendido Christiane e disse que não a conhecia. Ele também teria afirmado que a expressão exibida no painel não fazia referência a pessoas negras.
Os envolvidos foram levados à Central de Flagrantes, no Tabuleiro do Martins. De acordo com as informações repassadas, o médico foi autuado pela Polícia Civil por racismo.
O casal também prestou depoimento e, segundo Rafael, o caso deverá ser encaminhado à Delegacia de Crimes contra Minorias (COD).
Até o momento, a Polícia Militar não divulgou o nome da clínica nem a identidade do médico envolvido na ocorrência. O advogado do casal também se manifestou sobre o caso nas redes sociais.
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