A apreensão de cerca de R$ 2 milhões em dinheiro vivo em Maceió, na sexta-feira (18), entrou no debate eleitoral deste sábado (19) e virou munição para Renan Filho (MDB) criticar a gestão de JHC (PSDB) na Prefeitura de Maceió.

Nas considerações finais, Renan relacionou a apreensão ao contrato de uma empresa que presta serviços de iluminação pública para a capital. Segundo o candidato, o contrato teria sido reajustado três dias antes de JHC deixar o cargo de prefeito para disputar o Governo de Alagoas.

“Esses R$ 2 milhões foram apreendidos em espécie com a empresa que presta serviço de iluminação pública à Prefeitura de Maceió, que teve o contrato reajustado três dias antes de JHC deixar o cargo”, afirmou.

A apreensão ocorreu na sexta-feira, no bairro do Farol. Segundo informações da Segurança Pública, dois homens foram abordados após deixarem uma agência bancária e estavam com aproximadamente R$ 2 milhões em espécie. A ação teve início a partir de informações repassadas pela Secretaria da Segurança Pública de Sergipe.

Os dois homens foram conduzidos para prestar esclarecimentos. Um deles é apontado como diretor de uma empresa que presta serviços de iluminação pública em Maceió. A Polícia Civil abriu uma investigação para apurar a origem e a destinação do dinheiro.

Durante a sabatina deste sábado, realizada após JHC não comparecer ao debate da TV Pajuçara, Renan também voltou a citar outros temas ligados à administração da capital, como recursos provenientes de acordos relacionados à Braskem, a concessão dos serviços de água e o caso envolvendo o Iprev e o Banco Master.

Ao encerrar sua participação, o candidato do MDB afirmou que o próximo governador deverá “enfrentar problemas e apresentar soluções” e voltou a criticar a ausência de JHC no debate.

A apreensão dos R$ 2 milhões, porém, ainda é objeto de investigação. Até o momento, não há conclusão divulgada pelas autoridades sobre a origem ou a finalidade do dinheiro.