Mais de dez casos de furto de cabos e equipamentos semafóricos foram constatados em Maceió nos últimos dois meses, deixando sinais inoperantes e aumentando o risco de colisões e atropelamentos. Diante da recorrência dos crimes, o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) registrou um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil de Alagoas para que os episódios sejam investigados.
Os casos mais recentes ocorreram no encontro das ruas Barão de Atalaia e Misael Domingues, no Centro, e no cruzamento da Avenida Cid Escala com a Travessa Senhor do Bonfim, no Poço. Neste último ponto, houve uma tentativa de furto e, após o corte dos cabos, o sistema entrou em curto. Nos dois locais, equipes do DMTT foram acionadas após denúncias de que os semáforos estavam inoperantes.
Entre os materiais furtados estão cabos de cobre, focos repetidores semafóricos e botoeiras, além de outros equipamentos. A retirada ou o corte desses componentes pode provocar pane imediata na sinalização e comprometer a segurança de motoristas e pedestres, especialmente em cruzamentos de grande fluxo.
Segundo o diretor-presidente do DMTT, André Costa, a situação representa risco direto para quem circula pelas vias. "É preocupante! Um equipamento inoperante é um risco para as pessoas, risco para um pedestre em travessia, risco para os motorista e isso sem citar o prejuízo à mobilidade", afirmou.
"Quando os cabos são cortados ou retirados, os equipamentos entram em pane, aumentando de forma crítica o risco de colisões e atropelamentos, principalmente em cruzamentos de grande fluxo", acrescentou.
Além dos riscos de acidentes, os furtos provocam impactos na mobilidade urbana. Sem a sinalização funcionando normalmente, podem ocorrer congestionamentos e atrasos, além da necessidade de deslocamento de agentes de trânsito para controlar manualmente o fluxo nos pontos afetados.
O problema também pode atingir o deslocamento de ambulâncias, viaturas policiais e veículos do Corpo de Bombeiros, que ficam sujeitos às retenções provocadas pela interrupção da sinalização.
Outro impacto apontado pelo DMTT é financeiro. Recursos que poderiam ser utilizados na modernização do trânsito e na ampliação da estrutura viária precisam ser direcionados para a reposição dos materiais furtados e para reparos emergenciais.
O departamento informou que as equipes de manutenção atuam para restabelecer os equipamentos afetados no menor tempo possível. O órgão também pede que situações suspeitas envolvendo pessoas mexendo em fiações, caixas de passagem ou estruturas dos semáforos sejam comunicadas à polícia.
De acordo com as informações divulgadas pelo DMTT, o furto de cabos e equipamentos públicos pode ter enquadramento no crime de furto qualificado, previsto no artigo 155 do Código Penal. A depender das circunstâncias, também podem ser aplicados os crimes de dano ao patrimônio público e de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública.
A responsabilização também pode alcançar quem compra ou comercializa materiais provenientes dos furtos. Nesses casos, a conduta pode ser enquadrada como receptação, conforme as circunstâncias apuradas pelas autoridades.
*Com assessoria
