O deputado federal entrou, finalmente, num tema local que incomoda a centenas de milhares de alagoanos: a Segurança Pública.
Não deixa de ser positivo ele enveredar por um tema local, o que pouco tem feito nos últimos anos – assim como seu “adversário” Calheiros.
Creio que ele aponta na direção errada ao dizer que as polícias locais correm do combate mais duro ao tráfico de drogas em Alagoas, notadamente nas cidades turísticas.
O maior mal da Segurança Pública local permanece sendo o de sempre: crimes envolvendo a turma do poder nunca encontram uma polícia eficiente e determinada.
Esse discurso cabe muito bem para os parlamentares com origem na área da Segurança.
NOTA DE LIRA
Caro Ricardo Mota,
Em respeito a você, ao seu trabalho e aos seus leitores, esclareço que jamais disse que “as polícias locais correm do combate mais duro ao tráfico de drogas em Alagoas, notadamente nas cidades turísticas”.
Sempre defendi nossas polícias Militar e Civil. Os homens e as mulheres dessas corporações arriscam diariamente a vida para proteger a população.
Defendo que o Congresso Nacional, especialmente o Senado, aprove leis mais duras e eficazes contra o crime organizado. Também defendo uma atuação integrada entre Governo Federal, estados e municípios no enfrentamento desse problema, presente não apenas em Alagoas, mas em todo o Brasil.
Infelizmente, o crime organizado mudou e está cada vez mais ousado. Não se resume ao “aviãozinho” que vende drogas na esquina. É uma estrutura complexa, articulada nacional e internacionalmente, conectada ao sistema financeiro e infiltrada em diversas atividades.
Uma organização dessa dimensão exige resposta firme e integrada, com inteligência, tecnologia, informação, investigação moderna e leis rigorosas. Somente assim será possível desarticular esses grupos e combater o crime com a eficiência que a sociedade exige.
Muito obrigado,
Arthur Lira
