O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) analisa, nesta quarta-feira (2), o recurso apresentado pela defesa de quatro policiais militares condenados pela morte, tortura, sequestro e ocultação de cadáver do adolescente Davi da Silva, de 17 anos. 

A sessão do Pleno vai avaliar os argumentos dos réus que contestam a decisão proferida pelo Júli Popular.

O caso ocorreu em agosto de 2014, quando o adolescente desapareceu após ser abordado por uma guarnição policial no bairro Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. 

De acordo com o processo, Davi portava uma pequena quantidade de maconha no momento da abordagem e foi colocado no compartimento de transporte de uma viatura militar, não sendo mais visto desde então. Raniel Victor Oliveira da Silva, jovem que testemunhou a abordagem, também foi encontrado morto meses após o ocorrido.

Foram condenados pelo Conselho de Sentença os policiais militares Vitor Rafael Martins da Silva, Eudecir Gomes de Lima e Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, além da ex-militar Nayara Silva de Andrade. 

As penas fixadas pela Justiça variam entre 21 e 28 anos de reclusão, além de sanções de detenção pelo crime de tortura e a perda dos cargos públicos decretada pela sentença.

Com a apreciação do recurso em segunda instância, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Alagoas decidirão se mantêm integralmente as condenações do Tribunal do Júri ou se acolhem os pedidos formulados pela defesa dos réus para alterar ou anular as decisões.