A Justiça de Alagoas determinou o cancelamento imediato de um mandado de prisão preventiva expedido ilegalmente em nome do comediante e candidato a deputado estadual por Goiás, Monicleiton Jesus Pereira Alkimim, conhecido como "Cleitin Mil Graus" (PRD). 

A ordem de prisão fraudulenta havia sido inserida no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP 3.0) com a indicação de um processo inexistente atribuído à Comarca de Rio Largo.

A decisão foi proferida no domingo (30) pela juíza Fernanda de Goes Brito Diamantaras, da Vara Plantonista da 1ª Circunscrição do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). 

No documento, a magistrada determinou a emissão urgente de um contramandado de prisão, o recolhimento da ordem no sistema nacional e a notificação de autoridades policiais para evitar a detenção indevida do réu.

O mandado falso utilizava o nome e as credenciais de acesso do juiz alagoano Diogo Cadore Pedroso. 

O magistrado formalizou um chamado de suporte técnico junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e informou que jamais assinou ou proferiu qualquer decisão que determinasse a prisão de Alkimim, comunicando o uso indevido de seu login. 

O documento falso indicava ainda o número de processo 0001404-28.2025.8.02.0051, registro que não existe no sistema e-SAJ do TJAL.

Informações do Jota.Info dão conta que Alkimim, que também é suplente de vereador em Goiânia, afirmou ter tomado conhecimento da ordem de prisão ao tentar embarcar em um voo de Fortaleza para Goiânia. 

Ele não chegou a ser detido. Diante do constrangimento ilegal e do risco à liberdade de locomoção, a juíza plantonista oficiou a Presidência e a Corregedoria-Geral da Justiça de Alagoas, além do CNJ, para a abertura de apuração administrativa sobre a invasão do sistema ou a inserção de dados falsos.

A assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) foi procurada para se posicionar sobre o ocorrido e sobre as investigações do caso, mas se manifestou destacando apenas a sentença.