E não apenas os alagoanos se mobilizam pouco pelos escândalos. Quanto muito, reverberam no combate ao “inimigo”.
Fato é que cada novidade ruidosa parece não durar mais de uma semana, sendo logo substituída.
A banalização dos escândalos de corrupção, com pouca ou nenhuma consequência, tem até distanciado ainda mais o eleitor do debate político-eleitoral. A chamada opinião pública derrete como sorvete a cada novo sabor.A questão do desvio – segundo a PF – de R$ 100 milhões dos cofres da Sesau entrou na disputa eleitoral principalmente, pelo mostram as pesquisas, pela baixa qualidade dos serviços prestados nessa área fundamental.
Esses escândalos alimentam acusações e discursos nas redes sociais e TVs, mas não definem mais o voto. O eleitor está blasé, na hora de decidir.
Claro: os Renans, assim como Dantas/MV, são cobrados pela carência dos alagoanos - na Saúde, notadamente -, apesar de o ex-governador ter serviços prestados nessa seara. E, por óbvio, a permanência do secretário Gustavo Pontes de Miranda, sempre lembrado, virou motivo de gozação geral.
JHC tem o enorme problema do Iprev Maceió, numa cifra semelhante à da Operação estágio IV, mas é problema mais restrito aos aposentados da prefeitura de Maceió.
Ressalte-se: o que não torna a questão mesmo grave.
Fato é que o embate para valer, é o que tem demonstrado o eleitor, se dá entre “a mudança” e “a experiência”.
A corrida ainda está só começando.
