Antônio Givaldo, jovem da Vila Emater II, em Maceió, que teve sua trajetória destacada internacionalmente pelo ONU-Habitat e participou da produção de um documentário exibido no Fórum Urbano Mundial 12, no Cairo, Egito, morreu nesta semana. A informação foi divulgada pelo próprio organismo das Nações Unidas, que lamentou a morte e prestou solidariedade a familiares e amigos.

Também conhecido como Menino da ONU, Skalybul e Nino, Antônio participou do Digaê! – Juventudes, Comunicação e Cidade, iniciativa voltada à aproximação de jovens das periferias com discussões sobre direito à cidade e diferentes linguagens da comunicação.

Multiartista, ele ampliou sua trajetória a partir da participação no projeto e chegou à universidade pública, onde passou a cursar Comunicação.

Durante o Digaê!, Antônio co-dirigiu o documentário “Eu (r)existo: vivências LGBTQIA+ periféricas”. A produção ganhou projeção ao ser exibida no Fórum Urbano Mundial 12, realizado no Cairo, levando para o evento internacional narrativas construídas a partir das vivências de sua comunidade.

A trajetória do jovem alagoano também recebeu destaque do ONU-Habitat em 2024, quando sua história foi compartilhada em diferentes idiomas. Na ocasião, sua experiência foi apresentada como exemplo da participação de jovens na cidade, da afirmação de identidades e da ampliação das vozes de seus territórios.

Uma das frases deixadas por Antônio sintetizava sua visão sobre o papel da juventude e do conhecimento na transformação social: “A força das juventudes é a força da mudança. Quando a gente compartilha conhecimento, a gente muda o mundo.”

Ao comunicar a morte, o ONU-Habitat lamentou a partida do jovem e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. O organismo destacou ainda o desejo de que a memória de Antônio continue inspirando outros jovens a se apropriarem de suas histórias e a transformarem seus territórios.