Duas tartarugas-marinhas filhotes foram encontradas em situações distintas no litoral de Alagoas nesta semana. Uma delas morreu após ficar emaranhada em resíduos plásticos, enquanto a outra foi resgatada com vida e está em processo de reabilitação.

De acordo com o Instituto Biota, na terça-feira (25), um filhote de tartaruga-cabeçuda foi encontrado morto por um popular em Coruripe, no Litoral Sul do estado. O animal estava preso em resíduos plásticos.

No dia seguinte, quarta-feira (26), outro filhote, desta vez de tartaruga-oliva, foi encontrado ainda vivo na Praia do Sobral, em Maceió. O animal foi resgatado pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e encaminhado ao Biota, onde permanece em processo de reabilitação e passa por exames complementares.

O atendimento conta com o apoio do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O Instituto Biota informou que os dois animais foram encontrados durante uma fase do desenvolvimento conhecida como "lost years" (anos perdidos). O período começa depois que os filhotes deixam os ninhos e segue até a chegada à fase juvenil.

Essa etapa pode durar de dois a dez anos, dependendo da espécie. Durante esse período, as tartarugas migram para áreas de alimentação que ainda são pouco conhecidas pelos pesquisadores.

O aparecimento de tartarugas nessa fase é pouco frequente, justamente porque os animais passam grande parte desse período em áreas pouco conhecidas. Por isso, o termo “anos perdidos” é utilizado para descrever essa fase do desenvolvimento.