Alagoas terminou julho com saldo positivo de 1.203 empregos formais, resultado de empregos com carteira assinada no estado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (28) pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), por meio da plataforma Data Nordeste.

O resultado colocou Alagoas entre os nove estados nordestinos que registraram geração de empregos formais no mês. A Bahia liderou o ranking regional, com 4.664 novas vagas, seguida pelo Ceará, com 4.181, e pela Paraíba, com 2.307.

Em Alagoas, a indústria foi o principal destaque, com saldo positivo de 439 postos de trabalho. O número representa uma parcela importante do resultado estadual e acompanha o desempenho positivo do setor em toda a Região Nordeste.

A agropecuária também contribuiu para o resultado alagoano, com 316 novas vagas em julho. O setor ficou atrás apenas do Rio Grande do Norte e de Pernambuco entre os estados nordestinos.

Já a construção civil apresentou saldo positivo em boa parte do Nordeste, mas Alagoas não aparece entre os estados destacados pela Sudene nesse segmento no recorte divulgado.

Nordeste gera quase 19 mil empregos em julho

O desempenho de Alagoas faz parte de um cenário positivo para o mercado de trabalho nordestino. Em julho, a Região registrou 18.973 novos empregos formais, resultado de 327.186 admissões e 308.213 desligamentos.

No acumulado do ano, o Nordeste soma 152.127 empregos formais, equivalente a 15% do saldo registrado no país.

Serviços e indústria concentraram a maior parte das novas vagas em julho. Juntos, os dois setores responderam por 73,6% do saldo regional.

O levantamento mostra ainda que o mercado de trabalho nordestino foi puxado principalmente por trabalhadores com ensino médio completo, que concentraram 15.116 novas vagas. Entre as faixas etárias, o maior saldo ficou entre jovens de 18 a 24 anos, com 16.830 postos criados na Região.

Para Alagoas, o resultado de julho mantém o estado no grupo de unidades nordestinas com geração positiva de empregos formais e mostra a contribuição principalmente da indústria e da agropecuária para o desempenho do mercado de trabalho.