O Ministério Público de Alagoas recomendou que o Cebraspe reforce os mecanismos de segurança dos concursos da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

A recomendação foi expedida pelo promotor Coaracy José Oliveira da Fonseca e publicada nesta quarta-feira (26). Entre os riscos mencionados estão vazamento de provas e gabaritos, uso de pontos eletrônicos, candidatos substitutos, fraude biométrica, violação de malotes e participação de pessoas ligadas à organização dos certames.

No caso da CGE, cujas provas foram aplicadas no domingo (23), o promotor determinou a preservação dos bancos de questões, gabaritos, registros de impressão, acessos, arquivos, folhas de respostas e demais materiais que possam ser usados em uma eventual auditoria.

Fonseca também afirmou que será avaliada uma possível nulidade do concurso. Segundo ele, a Procuradoria-Geral do Estado não teria agido de boa-fé nas tratativas realizadas com a Promotoria na semana anterior à prova.

A declaração consta na recomendação, mas o documento não apresenta a manifestação da PGE sobre a acusação nem significa que o concurso tenha sido anulado.

Provas da Sesau

Para o concurso da Sesau, com provas previstas para 1º de novembro em Maceió e Arapiraca, o MP orientou a adoção antecipada de medidas contra vazamentos, candidatos substitutos, dispositivos eletrônicos e acessos internos sem justificativa.

O promotor também informou que poderá submeter as listas de aprovados a uma análise estatística. A verificação poderá buscar concentrações incomuns de notas, coincidências de erros raros e padrões atípicos nas respostas.

O próprio documento ressalva que uma anomalia estatística ou um vínculo pessoal não constituem, isoladamente, prova de fraude.

O Cebraspe terá dez dias úteis para informar se acolherá a recomendação. A medida é preventiva e, conforme a publicação, não presume a ocorrência de fraude.