O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Alagoas divulgou, neste domingo (23), uma nota que informa a regularidade da candidatura de Yale Barbosa (MDB) à vice-governador na chapa encabeçada por Renan Filho (MDB).

O texto é em resposta a ação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que pediu impugnação da candidatura do homem após suspeita de que ele não se afastou efetivamente do cargo na prefeitura de Arapiraca dentro dos prazos exigidos na legislação eleitoral.

De acordo com o partido, a desincompatibilização de Barbosa ocorreu dentro de todos os prazos estabelecidos, sendo exonerado do cargo de secretário municipal em 1° de abril, constatado na Portaria GP n° 311/2026, antes do prazo de seis meses, encerrado no dia 4 de abril.

Assim como o de assessor técnico especial, na Portaria GP n° 855/2026, da qual foi exonerado em 30 de julho, também antes do prazo legal de tres meses, que terminou em 4 de julho. A nota afirma que os atos foram corretamente formalizados e documentados.

Ainda segundo o material, as publicações, registros administrativos e os dados do Portal da Transparência confirmam a sequência funcional e demonstram não houve pagamento de remuneração após o desligamento definitivo.

Sobre os eventos públicos, o partido aponta que a referência feita por terceiros a Yael como “secretário de Governo” em festividades não comprova a permanência do candidato no cargo, nem mesmo altera a sua situação funcional.

Em defesa, o texto afirma que é comum que ex-presidentes, ex-governadores, ex-ministros, ex-prefeitos e juristas que integraram tribunais sejam tratados socialmente pelo título de maior projeção que exerceram. “Trata-se de uma forma de identificação ou cortesia, sem qualquer efeito jurídico”, diz a nota.

O MDB de Alagoas irá apresentar à Justiça Eleitoral toda a documentação comprobatória e destaca que está seguro que a regularidade de Barbosa será confirmada.

Veja nota do Movimento Democrático Brasileiro de Alagoas na íntegra:

O MDB de Alagoas informa que a candidatura de Yale Fernandes a vice-governador está plenamente regular e que sua desincompatibilização ocorreu dentro de todos os prazos estabelecidos pela legislação eleitoral.

Yale deixou o cargo de secretário municipal em 1º de abril, antes do prazo de seis meses, encerrado em 4 de abril. Posteriormente, exerceu a função de assessor técnico especial, da qual foi exonerado em 30 de junho, também antes do prazo legal de três meses, que terminaria em 4 de julho.

Todos os atos foram corretamente formalizados e documentados. A exoneração do cargo de secretário consta na Portaria GP nº 311/2026, e o desligamento da função de assessor, na Portaria GP nº 855/2026. As publicações, os registros administrativos e os dados do Portal da Transparência confirmam a sequência funcional e demonstram que, após o desligamento definitivo, não houve pagamento de remuneração.

A referência feita por terceiros a Yale como “secretário de Governo” em eventos públicos não comprova permanência no cargo nem altera sua situação funcional. É comum que ex-presidentes, ex-governadores, ex-ministros, ex-prefeitos e juristas que integraram tribunais continuem sendo tratados socialmente pelo título de maior projeção que exerceram. Trata-se de uma forma de identificação ou cortesia, sem qualquer efeito jurídico.

Não existe ato assinado, despacho, remuneração ou qualquer outra evidência de que Yale tenha exercido o cargo de secretário após sua exoneração. O MDB apresentará à Justiça Eleitoral toda a documentação comprobatória e está seguro de que a regularidade da candidatura será confirmada.

MDB de Alagoas