Aí, o cabra ao observar esta ativista de cima a baixo, atrevidamente, pergunta:
-Você é daqui?
E eu me fazendo de desentendida:
-Daqui de onde?
Ele:- Aqui, do estado de Alagoas, de Maceió.
-Sim, sou. Afirmo, já desconfiando do porquê da pergunta.
E, vem o implacável golpe do estereótipo:- Você é bem diferente. Parece baiana.- diz ele.
-Querido, não sou baiana. Sou uma preta alagoana.
Nascida e criada aqui?- insiste ele.
-Sim, pacientemente, didaticamente, reafirmo.
Entendeu?
Ele:- Entendi.
Nem toda pessoa que nasce na Bahia é negra, ou, tem mais gente negra fora da Bahia, do que possa imaginar nosso olhar colonizado e segregador
O racismo nosso de todo dia funciona assim.
Cada uma!
