A advogada Ana Walesca, assassinada a tiros na noite de terça-feira (18), no Benedito Bentes, foi morta por engano, ao ser confundida com uma traficante em dívida com o Comando Vermelho.  

A informação foi repassada à imprensa nesta quinta-feira (20), durante entrevista coletiva pelo delegado da Polícia Civil Igor Diego, coordenador da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO).

Conforme o delegado, o crime foi encomendado por um dos líderes da facção criminosa, diretamente do Rio de Janeiro. O mandante teria acompanhado o homicídio por videochamada e chegou a avisar sobre o equívoco, mas o executor continuou atirando na vítima. 

Os criminosos receberam uma fotografia da traficante, que residia nas proximidades de Ana Waleska. Ao chegarem na região, eles encontraram pa advogada passeando com o cachorro, na Avenida Cachoeira do Meirim, e efetuaram os disparos.

Ainda segundo o delegado, o homem preso pelo crime confirmou o assassinato por engano fe disse desconhecer o fato de a vítima ser advogada e filha de um policial.

A dinâmica do crime foi revelada à polícia por um dos criminosos, preso na quarta-feira (19), na mesma operação onde o suposto responsável pelos disparos, morreu em confronto com a polícia. Ele relatou que conduzia a motocicleta no momento do crime.