A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalha com a possibilidade da advogada e filha de um agente da Polícia Civil de Alagoas Ana Walesca do Nascimento Gomes ter sido morta por engano.
A informação foi prestada pelo delegado Daivid Dias, em entrevista na manhã desta quarta-feira (19), na sede da unidade especializada, ao detalhar o andamento das investigações do crime ocorrido no bairro Benedito Bentes, em Maceió.
O delegado confirmou que a vítima era filha de um agente da PC de Alagoas e que ela era advogada por formação, mas não confirmou se ela estava atuando na área.
De acordo com o delegado, a linha de apuração sobre uma possível confusão de alvos pelos executores é uma das vertentes apuradas, embora nenhuma hipótese tenha sido descartada, inclusive a de latrocínio.
Relatos preliminares prestados por testemunhas, vizinhos e familiares apontam que a vítima mantinha uma rotina tranquila e não vinha sofrendo ameaças de qualquer natureza.
Durante as diligências, a equipe policial colheu imagens de câmeras de monitoramento da região e iniciou a oitiva de testemunhas.
A análise dos registros confirma a participação de dois indivíduos que se deslocavam em uma motocicleta no momento do ataque.
A polícia apura ainda relatórios de que a dupla estaria procurando por uma pessoa nas imediações antes de realizar a abordagem.
Ana Walesca foi atingida por cerca de cinco disparos de arma de fogo enquanto caminhava com um cachorro na Avenida Cachoeira do Meirim.
A advogada chegou a receber atendimento médico inicial em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde não resistiu aos ferimentos.
A qualificação dos suspeitos e a motivação exata do crime permanecem sob apuração. A DHPP mantém as investigações sob sigilo para não prejudicar o cumprimento das novas diligências e a localização dos autores.
