O policial militar alagoano Mateus Silva Almeida Canabarro, de 29 anos, permanece internado em estado grave após ser atingido por um disparo na cabeça no município de Água Preta, na Zona da Mata Sul de Pernambuco.

O caso aconteceu durante uma discussão relacionada a uma ocorrência de som alto. Conforme as informações repassadas pelas autoridades, outro integrante da Polícia Militar, que estava de folga, é apontado como responsável pelo disparo.

As circunstâncias que antecederam o confronto ainda não foram esclarecidas. A investigação deverá apurar como o desentendimento começou, qual era a participação de cada militar na ocorrência e o que aconteceu imediatamente antes do tiro.

Após ser ferido, Mateus recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado para uma unidade hospitalar de Água Preta. Devido à gravidade do ferimento, ele precisou ser transferido para o Hospital da Restauração, localizado no bairro do Derby, na área central do Recife.

De acordo com a informação mais recente divulgada pela unidade de saúde, o policial, que é de Alagoas, continua em estado grave. Outros detalhes sobre o tratamento e a evolução do quadro clínico não foram divulgados.

 

Policial suspeito ainda não foi localizado

A Polícia Civil informou que o militar apontado como responsável pelo disparo ainda não havia sido localizado. Ele também não teria se apresentado espontaneamente às autoridades até a última atualização sobre o caso.

O episódio foi registrado como tentativa de homicídio. Um inquérito policial foi instaurado para reconstruir a dinâmica do ocorrido, ouvir possíveis testemunhas e reunir elementos que possam esclarecer as circunstâncias e a responsabilidade pelo disparo.

 

Caso também será alvo de apuração interna

Além da investigação criminal conduzida pela Polícia Civil, a Polícia Militar anunciou a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM). O procedimento deverá verificar a atuação dos agentes envolvidos e a existência de possíveis infrações militares.

A Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social também iniciou uma apuração preliminar. Segundo o órgão, o objetivo é reunir os "subsídios necessários à instauração de processo administrativo, objetivando analisar, sob o aspecto ético-disciplinar, a conduta do militar indicado como responsável pelos disparos".

As investigações criminal, militar e administrativa ocorrerão separadamente. Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre a localização do suspeito nem apresentaram uma versão conclusiva sobre o que provocou o desentendimento.

*Com Terra.com