A possibilidade de o ex-prefeito de Maceió JHC (PSDB) concorrer ao Senado, em vez de disputar o Governo de Alagoas, começou a movimentar o campo de oposição a Renan Filho (MDB) e abriu espaço para o PL discutir outras alternativas.
A mudança de rota foi noticiada nesta quinta-feira (13) pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, após uma suposta reunião entre JHC e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. A articulação ainda não foi confirmada oficialmente pelo ex-prefeito.
Presidente do diretório municipal do PL em Maceió, o vereador Leonardo Dias criticou a possibilidade de JHC abandonar a corrida pelo Palácio República dos Palmares para disputar uma cadeira no Senado.
O próprio Leonardo passou a ser citado como uma das alternativas para representar o PL na eleição estadual. Ele defende que a legenda apresente uma candidatura própria, mas já negou que esteja se colocando como candidato ao governo neste momento.
Por enquanto, o nome do vereador permanece no campo das especulações. A possibilidade, entretanto, tende a continuar circulando enquanto o partido não definir sua estratégia e JHC mantiver o futuro eleitoral em aberto.
Fora do PL, o jornalista Wadson Regis, pré-candidato a deputado estadual pelo Solidariedade, também tenta ganhar espaço no debate. Ele vem transformando a segurança hídrica em sua principal bandeira e começa a ser ventilado para uma eventual disputa majoritária.
Uma eventual candidatura, contudo, dependeria de uma articulação partidária mais complexa. O Solidariedade integra a Federação Renovação Solidária com o PRD. Em Alagoas, os partidos são presididos por Adeilson Bezerra e pelo coronel Ivon Berto, respectivamente, e possuem trajetórias políticas distintas.
A federação também participa das articulações para o Senado, especialmente das conversas relacionadas à candidatura de Arthur Lira. Qualquer movimento em direção ao governo provocaria impacto nas demais alianças.
Há ainda uma coincidência capaz de movimentar os bastidores: Wadson e Renan Filho são de Murici. Uma eventual entrada do jornalista na disputa colocaria dois nomes ligados ao mesmo município em campos políticos diferentes.
Leonardo Dias e Wadson Regis, no entanto, ainda não possuem candidaturas consolidadas ao governo. São nomes colocados no radar por um cenário que permanece dependente da definição de JHC.
Enquanto o ex-prefeito não anuncia seu destino eleitoral, partidos testam possibilidades e lideranças procuram ocupar o espaço disponível. Dias representa uma alternativa para uma chapa própria do PL; Regis aposta na segurança hídrica para ampliar sua projeção. Resta saber se alguma dessas movimentações resistirá às negociações partidárias e chegará às urnas.
