Eles não são candidatos a nada, pelo menos até agora, mas terão presença garantida nas eleições ao governo de Alagoas.
O secretário estadual da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, é um dos nomes mais lembrados nos ataques do grupo caldistas, pelos motivos que conhecemos desde dezembro do ano passado, quando a PF deflagrou a operação que apontou um suposto rombo de R$ 100 milhões nos cofres da Sesau.
Ele foi afastado, mas voltou ao posto, onde está e, parece, continuará até o final do governo Dantas.
Claro: não se imagina que a Justiça vá concluir seus trabalhos sobre o caso até as eleições deste ano, o que garante presença, ainda que involuntária, de Pontes de Miranda nos discursos de JHC e aliados.
O primeiro escalão da prefeitura de Maceió aparece agora na operação da mesma PF sobre as relações do Iprev Maceió com o Banco Master, do “banqueiro” Daniel Vorcado.
Trata-se de João Felipe Alves Borges, secretário municipal da Fazenda e ex-integrante do Conselho de Administração do mesmo Iprev.
O caso ainda está na fase de investigação, o que deve se estender para além do calendário eleitoral.
Ou seja: a pancadaria do grupo dantista/calheirista/victoriano vem na mesma medida.
E até por falta de um debate político mais consistente, seguramente, nos depararemos com o clássico: quem vive o pior cenário policial?
Fato objetivo: os dois secretários contaminaram o processo eleitoral.
