Eu já cheguei à conclusão de que JHC não faz mistério e espalha dúvidas por estratégia ou tática político-eleitoral.

Imagino que, de fato, ele só saiba mesmo aonde quer chegar, mas está longe de divisar o caminho por onde vai.

Sair por aí com o bloco do “eu sozinho”, para ver se dar certo, e depois ter voltar algumas casas, o faz perder musculatura eleitoral, ainda que ele seja – e é – muito eficiente na comunicação direta.

Como disse um amigo meu, muito querido, atento observador político, de fino trato, se JHC vencer será um gênio; se perder, um louco (nem uma coisa nem outra).

Já JC, o pai do ex-prefeito, tem feito de Arthur Lira o seu alvo preferencial, confundido até o entorno do filho mais famoso e bagunçando o palanque majoritário da turma.

A tentativa de tirar Alvinho Lira da disputa a federal e, na sequência, se apresentar como suplente de Arthur no Senado, na verdade só provoca mais e mais a irritação do presidente do PP local.

Mas é da diversidade que vive a política, mesmo quando ela, na essência, está em falta.